
Lisboa, 01 fev 2024 (Lusa) – A redução da dÃvida pública, que segundo o Banco de Portugal ficou abaixo da fasquia dos 100% em 2023, “foi a maior dos últimos 50 anos”, segundo as contas do ministro das Finanças.
Fernando Medina afirmou hoje, numa conferência no Salão Nobre do Ministério das Finanças, que “a redução da dÃvida púbica dá liberdade ao paÃs e permite desviar recursos do estrangeiro” e dos credores do paÃs para os portugueses.
O ministro das Finanças reagia aos números revelados hoje pelo Banco de Portugal que anunciou que o rácio da dÃvida pública caiu abaixo dos 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, fixando-se em 98,7%.
“É o melhor resultado desde 2009, desde há 14 anos, desde a crise financeira”, assegurou Fernando Medida.
“A queda da dÃvida [em percentagem do PIB] foi acompanhada por uma queda da dÃvida em valor real. Devemos hoje menos 9,4 mil milhões de euros do que devÃamos em 2022”, salientou.
“Isto só aconteceu duas vezes nos últimos 50 anos, e em ciclo de governação socialista”, disse o responsável pela pasta das Finanças.
Fernando Medida recordou ainda que o paÃs saiu do grupo dos paÃses mais endividados da Europa, estando atualmente atrás da Grécia, Itália, França, Espanha e Bélgica no ranking dos mais endividados da zona euro.
“Estamos numa posição mais segura” e este resultado “vai permitir a “libertação de juros para apoiar as polÃticas públicas do paÃs”, defendeu o ministro das Finanças.
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