
Washington, 01 fev 2024 (Lusa) — O exército dos Estados Unidos anunciou ter abatido dez drones de ataque e destruÃdo um posto de comando dos rebeldes Huthis no Iémen.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) sublinhou que a posições dos rebeldes xiitas, apoiados pelo Irão, “constituÃa uma ameaça iminente aos navios mercantes e militares norte-americanos na região”, indicou, num comunicado divulgado na quarta-feira à noite.
Horas antes, o Centcom tinha anunciado na rede social X (antigo Twitter) o abate no golfo de Aden de três drones iranianos, assim como de um mÃssil antinavio disparado de “áreas controladas pelos Huthis no Iémen”.
Os ataques aconteceram no mesmo dia em que os Estados Unidos e o Reino Unido decidiram sancionar quatro lÃderes dos Huthis por “atos de terrorismo” contra a navegação comercial no mar Vermelho e no golfo de Aden.
Também na quarta-feira, os Huthis acusaram Washington e Londres de realizarem uma nova vaga de bombardeamentos contra a cidade de Saada, um dos principais redutos dos insurgentes no noroeste do Iémen.
A última vez que os EUA e o Reino Unido bombardearam conjuntamente o Iémen foi em 22 de janeiro, num ataque contra posições Huthis que visava destruir um dos armazéns subterrâneos onde os rebeldes guardavam alguns dos mÃsseis que utilizam contra navios no mar Vermelho.
No entanto, dois dias depois, os Estados Unidos bombardearam posições militares Huthis no porto de Ras Issa, a norte da cidade portuária de Al Hodeida, nas margens do mar Vermelho.
Na quarta-feira, os Huthis tinham anunciado um ataque contra um contratorpedeiro norte-americano no sul do Mar Vermelho com vários mÃsseis, uma ação que afirmaram ter sido “no âmbito do legÃtimo direito à legÃtima defesa”.
Um dia antes, o Centcom tinha declarado que o navio militar USS Gravely abateu um mÃssil antinavio lançado pelos rebeldes sobre o mar Vermelho.
Os Huthis, grupo considerado terrorista pelos EUA, têm realizado centenas de ataques com drones e mÃsseis contra navios comerciais no mar Vermelho, em resposta aos ataques de Israel na Faixa de Gaza.
A empresa britânica de segurança marÃtima Ambrey revelou que um mÃssil disparado a partir de Taiz, uma provÃncia no sul do Iémen, atingiu um navio mercante ao largo da costa do paÃs, que “registou uma explosão” a bordo.
A tensão no mar Vermelho levou as principais linhas de navegação do mundo a ajustar as rotas para evitar a zona, por onde transitam 8% do comércio mundial de cereais, 12% do comércio de petróleo e 8% do comércio internacional de gás natural liquefeito.
O transporte marÃtimo de contentores no mar Vermelho caiu perto de 30% no inÃcio de janeiro, anunciou na quarta-feira o Fundo Monetário Internacional.
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