
Sacavém, Loures, 27 jan 2024 (Lusa) — O ex-deputado do PSD Rui Cristina citou hoje os históricos sociais-democratas Mota Pinto e Sá Carneiro para justificar a sua candidatura pelo Chega, partido que considera poder trazer a “necessária estabilidade governamental” a Portugal.
Numa iniciativa destinada a apresentar as linhas gerais do programa eleitoral do Chega, Rui Cristina — que na passada semana se desfiliou do PSD e passou a deputado não inscrito — foi um dos oradores mais aplaudidos da tarde no Centro Cultural de Sacavém, no distrito de Loures.
O ainda deputado, que será cabeça de lista pelo Chega por Évora nas legislativas de 10 de março, fez questão de dizer que “não foi de um dia para o outro” que tomou esta decisão.
“Conheço André Ventura desde o congresso 2016, sou candidato independente pelo Chega porque acredito no André, no projeto polÃtico que o Chega tem para o nosso paÃs. Desde 2019, as polÃticas do Chega têm conquistado os portugueses: primeiro com um deputado, agora com 12 e amanhã muitos mais”, disse, recordando a frase do ex-lÃder do PSD Carlos Mota Pinto “hoje somos muitos, amanhã seremos milhões”.
Mais à frente, haveria de citar também o fundador do PSD Francisco Sá Carneiro sobre a dificuldade de ser eleito por Évora, cÃrculo em que o Chega não tem deputados.
“A polÃtica sem risco é uma chatice”, disse.
O deputado considerou que o Chega poderá trazer a “necessária estabilidade governamental a Portugal” e disse ser “inadmissÃvel” que se continue a lidar com a corrupção “nos partidos do arco de poder”.
“Não bastava o gabinete do primeiro-ministro, agora também na Madeira”, disse, numa referência ao processo que já levou à demissão do social-democrata Miguel Albuquerque.
Rui Cristina disse estar alinhado com o Chega em áreas como a educação, saúde e justiça e considerou que este partido “é atualmente a força polÃtica que tem um projeto polÃtico para mudar o paÃs”.
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