
Sydney, Austrália, 11 jan 2024 (Lusa) – Pelo menos 15 pessoas morreram em tumultos que afetaram esta madrugada várias cidades da Papua Nova Guiné, onde o Governo convocou o exército para tentar restaurar a ordem pública.
Após um protesto pacÃfico convocado na quarta-feira pela polÃcia e outras forças de segurança, populares aproveitaram a situação para realizar saques em Port Moresby, a capital, e na cidade de Lae, a segunda mais populosa do paÃs.
De acordo com o último relatório publicado pela polÃcia metropolitana de Lae, oito pessoas morreram na capital e sete em Lae, avançou a televisão pública australiana ABC.
“O serviço de ambulância recebeu um grande número de chamadas de emergência na capital relacionadas com tiroteios e pessoas feridas numa explosão”, sublinhou o serviço de emergência de Saint John Papua Nova Guiné na rede social Facebook.
VÃdeos publicados nas redes sociais mostram armazéns em chamas e grandes multidões a participar em saques, que se espalharam por outras regiões e duraram até altas horas da madrugada, de acordo com o jornal local Post-Courier.
Antes dos tumultos, cerca de 200 agentes policiais, militares e agentes penitenciários em greve entraram pacificamente no Parlamento durante uma manifestação para protestar contra o aumento dos impostos sobre os salários dos funcionários públicos.
O primeiro-ministro da Papua Nova Guiné pediu hoje à população que não “saia à s ruas e faça o que lhe apeteça” e sublinhou que é imperativo que o paÃs restabeleça a segurança, prometendo abrir uma investigação para determinar as responsabilidades.
Na quarta-feira, “a polÃcia não trabalhava na cidade e as pessoas recorreram à anarquia”, lamentou James Marape.
Dada a situação tensa, o primeiro-ministro autorizou na quarta-feira o pessoal da Defesa a “ajudar a polÃcia a restaurar a ordem” no paÃs.
Os militares pediram hoje calma a uma multidão reunida em Lae, depois de bloquear ruas e fechar vários edifÃcios públicos na cidade, de acordo com um vÃdeo publicado pelo Post-Courier.
A Papua Nova Guiné é uma nação rica em recursos naturais, mas grande parte dos 12 milhões de habitantes vivem em extrema pobreza, nomeadamente em áreas remotas onde falta comunicação e segurança, bem como serviços básicos de saúde e educação.
O paÃs, que se tornou independente da Austrália em 1975, tem também uma longa história de intriga polÃtica, corrupção e conflitos internos.
O Governo da Papua Nova Guiné assinou um acordo de segurança com Camberra em dezembro que prevê ajuda financeira para modernizar as forças policiais do paÃs.
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