
Tegucigalpa, 23 dez 2023 (Lusa) — O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) criticou na sexta-feira a violência contra jornalistas nas Honduras, após o homicÃdio de um locutor de rádio, e apelou a uma maior proteção dos profissionais da informação.
O “ACNUDH condena o assassÃnio em DanlÃ, a 21 de dezembro, do comunicador social Francisco RamÃrez Amador, que contava com medidas de proteção”, disse o gabinete do comissariado nas Honduras.
Numa publicação na rede social X (antigo Twitter), a organização instou o Estado hondurenho a “reforçar a proteção daqueles que exercem a liberdade de expressão” e apelou a uma “investigação rápida do caso”.
RamÃrez, que também trabalhava para o Ministério Público hondurenho e que já tinha sido alvo de um atentado em maio, foi baleado por homens armados na noite de quinta-feira, na cidade de DanlÃ, no departamento de El ParaÃso, na fronteira com a Nicarágua.
De acordo com um relatório da PolÃcia Nacional das Honduras, publicado pelo jornal ‘La Tribuna’, o locutor de 39 anos morreu com três ferimentos de bala, dentro do seu veÃculo.
A ministra hondurenha dos Direitos Humanos, Natalie Roque, condenou “o assassÃnio do comunicador Francisco Javier RamÃrez Amador e os ferimentos sofridos pela sua escolta policial” e manifestou “solidariedade à sua famÃlia e entes queridos”.
“Este ato criminoso vai contra os princÃpios fundamentais dos direitos humanos e da liberdade de expressão”, afirmou Roque, numa publicação na rede social X.
A ministra sublinhou que RamÃrez tinha “proteção do Mecanismo Nacional de Proteção desde maio de 2023, incluindo escolta policial e realojamento temporário pelo Mecanismo de Assistência Humanitária” da Direção de Proteção de Pessoas Deslocadas Internamente.
“O Tribunal Interamericano de Direitos Humanos sublinha que a segurança dos defensores dos direitos humanos e dos comunicadores sociais é fundamental para a democracia e o Estado de Direito. O trabalho deles é vital e merece a máxima proteção”, disse Roque.
A ministra também instou “as autoridades competentes a realizarem uma investigação rápida, de acordo com as normas internacionais”.
A polÃcia das Honduras anunciou ter formado uma equipa multidisciplinar para investigar o homicÃdio de RamÃrez.
VQ // VQ
Lusa/Fim



