
Porto, 21 dez 2023 (Lusa) — A Metro do Porto disse hoje estar a estudar soluções para acomodar as preocupações da Câmara do Porto, que rejeitou o fecho do túnel do Campo Alegre para a construção da Linha Rubi daquele transporte ferroviário.
Em resposta à Lusa após o presidente da autarquia, Rui Moreira ter rejeitado hoje o fecho daquela via, defendendo ser uma ‘artéria’ viária fundamental da cidade, a Metro do Porto garantiu “estar a estudar soluções para acomodar as preocupações da Câmara do Porto”.
Para o presidente da Câmara do Porto, “quem faz uma obra, tem que compreender que o método construtivo, ou a posição da estação, ou o tipo de estação que vão fazer, não pode fazer com que a cidade perca uma artéria fundamental”.
Na reação, a empresa assinalou, também, que a respeito do projeto da nova Linha Rubi, “a Metro do Porto reúne muito regularmente com a Câmara Municipal do Porto”, reforçando que o “presidente da Metro do Porto reuniu recentemente com o presidente da Câmara do Porto”.
“A Metro do Porto está sempre e claramente disponÃvel para corresponder aos desafios que se lhe colocam e tem como propósito procurar as melhores soluções para as intervenções de mobilidade que leva a cabo”, prossegue o texto enviado à Lusa pela empresa que gere aquele transporte.
Na quarta-feira, o Tribunal de Contas (TdC) concedeu visto prévio ao contrato de construção da Linha Rubi do Metro do Porto, de 379,5 milhões de euros, cuja consignação e arranque das obras deverão acontecer nos próximos dias, disse fonte oficial da transportadora à Lusa.
No dia 06 de dezembro, o presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, questionado sobre o avançar da empreitada no Porto, depois de o executivo da Câmara do Porto ter aprovado informar o Governo e a transportadora de que não poderia haver nova empreitada na cidade se não forem resolvidos os constrangimentos nas atuais frentes de obra, afirmou que o projeto da linha Rubi teve a preocupação de “procurar soluções, do ponto de vista da localização das estações, que fugissem à quilo que é a ocupação das vias públicas”.
“Por isso é que a estação do Campo Alegre é num parque de estacionamento e não na via pública”, exemplificou Tiago Braga, acrescentando que a obra arrancará nas frentes que a Metro do Porto considerar importante para cumprir o prazo de ter a obra pronta até 2026.
Questionado sobre se o Porto será poupado à s obras no processo inicial da empreitada da linha Rubi, Tiago Braga disse ainda que “não se trata de ser poupado ou não ser poupado”.
“Aquilo que nós temos previsto, e já tive conversas com a Câmara do Porto, é que nós vamos arrancar com as frentes de obra necessárias para termos a ponte, termos a linha, termos o túnel – toda a parte da linha no Porto, com exceção da trincheira que sai em viaduto, é enterrada – e termos as condições para, no final de 2026, termos concluÃda a operação”, disse aos jornalistas.
A Linha Rubi, com 6,4 quilómetros, inclui uma nova travessia sobre o Rio Douro, e em Gaia, as estações previstas são Santo OvÃdio, Soares dos Reis, Devesas, Rotunda, Candal e Arrábida, e no Porto Campo Alegre e Casa da Música.
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