
Telavive, 13 dez 2023 (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Eli Cohen, garantiu hoje que a guerra contra o Hamas continuará “com ou sem apoio internacional”, depois de o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ter admitido divergências com os Estados Unidos da América (EUA).
“Israel continuará a guerra contra o Hamas com ou sem apoio internacional. Um cessar-fogo na fase atual é um presente para a organização terrorista Hamas e permitirá que esta regresse e ameace os residentes de Israel”, disse Cohen.
Estas palavras do chefe da diplomacia israelita surgem depois de, na terça-feira, o Presidente norte-americano, Joe Biden, ter avisado que o Governo de Israel corre o risco de perder o apoio internacional pelos seus bombardeamentos indiscriminados contra a população civil da Faixa de Gaza, território controlado pelo grupo islamita palestiniano Hamas desde 2007.
Biden também aconselhou uma mudança de posicionamento de Israel para colocar um fim à s crescentes crÃticas internacionais, reconhecendo ao mesmo tempo que Netanyahu deve tomar uma “decisão difÃcil” a este respeito.
Contudo, Netanyahu já disse que está decidido em ir até ao fim no seu plano de combate ao Hamas, insistindo que ninguém impedirá Israel de destruir o grupo islamita palestiniano.
Os EUA são um dos principais aliados de Israel e têm apoiado historicamente decisões e ofensivas contra os territórios palestinianos, mas Biden tem mostrado algumas reservas sobre a estratégia de Israel no atual conflito contra o Hamas.
Hoje, a Casa Branca anunciou que o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, deve visitar Israel na quinta e sexta-feira.
Sullivan vai reunir-se com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, com o gabinete de guerra israelita e com o Presidente Isaac Herzog, de acordo com um comunicado do Conselho de Segurança Nacional, órgão diretamente ligado ao Presidente Joe Biden.
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