
Lisboa, 12 dez 2023 (Lusa) — O presidente da TAP, LuÃs Rodrigues, disse hoje que os interessados na compra da companhia portuguesa dizem compreender as condições polÃticas do paÃs e estão a aguardar novidades.
“Informalmente, todos [os interessados] têm dito ‘percebemos perfeitamente as condições polÃticas, estamos a aguardar'”, afirmou LuÃs Rodrigues, em declarações no almoço de Natal com jornalistas, nas instalações da Cateringpor, empresa de catering do grupo TAP, em Lisboa.
O presidente da companhia aérea respondia a questões dos jornalistas, ainda que tenha começado por dizer que o objetivo da sua equipa é “que a TAP saia das notÃcias”, após um ano em que a transportadora foi um “saco de pancada, numa CPI [comissão parlamentar de inquérito] que se tornou num evento mediático”.
Parco em palavras, LuÃs Rodrigues disse não ver razão para que os interessados desistam da intenção de comprar a TAP, devido à situação polÃtica, mas admitiu que a privatização que o Governo de António Costa tinha intenção de concluir no primeiro semestre do próximo ano “não é fácil” de cumprir nos prazos anunciados, devido à dissolução do parlamento e à s eleições legislativas antecipadas, em março.
“Eu não descarto nada, mas não depende de nós, é uma decisão do acionista”, respondeu o responsável, questionado sobre se o cenário de privatização em 2024 está afastado.
Quanto à s obras no aeroporto de Lisboa, tendo em conta que o Governo aprovou em Conselho de Ministros determinar à ANA que concretize os investimentos previstos naquela infraestrutura, LuÃs Rodrigues defendeu que a Portela deve ter “as condições de funcionalidade e eficiência que qualquer aeroporto de uma cidade civilizada e moderna da Europa ocidental tem que ter”.
O presidente disse acreditar que 2023 pode ser “um bom ano” em termos de resultados económico-financeiros, tal como 2024 uma vez que não têm assistido a qualquer abrandamento nas reservas.
Em relação ao investimento da TAP no Porto ou no Algarve, LuÃs Rodrigues lembrou que a companhia tem um plano de reestruturação para cumprir até 2025 que não permite crescer em número de aviões nem de rotas e, por isso, “investir em qualquer sÃtio, significa desinvestir em outro sÃtio”.
“Se a qualquer momento se justificar tirar de Lisboa e do Porto e pôr no Algarve, essa análise será feita”, assegurou.
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