
Redação, 10 dez 2023 (Lusa) — As eleições presidenciais egÃpcias decorrem entre hoje e terça-feira para eleger um de quatro candidatos, incluindo o atual chefe de Estado, num contexto de grave crise económica e repressão a dirigentes da oposição.
Abdelfatah al-Sissi, considerado favorito para um terceiro mandato de seis anos, tem pela frente Farid Zahran, lÃder do Partido Social Democrata EgÃpcio (PES), Abdel Sanad Yamama, presidente do Partido Wafd, e Hazem Omar, do Partido Popular Republicano (RPP), candidatos “autorizados” pelo atual regime, que reprimiu os opositores mais importantes, impedindo-os de concorrer.
Segundo a Autoridade Nacional de Eleições (NEC, na sigla inglesa), cerca de 67 milhões de egÃpcios com mais de 18 anos deverão ir à s urnas (estarão abertas 10.085 assembleias de voto), incluindo os cerca de 14 milhões no estrangeiro, tendo estes últimos tido a oportunidade de votar entre 01 e 03 deste mês em 137 embaixadas e consulados do paÃs em 121 Estados.
Esta é a terceira eleição desde que al-Sissi assumiu a liderança do Egito após o golpe de Estado de 2013 que derrubou o governo da Irmandade Muçulmana, liderado por Mohamed Morsi, cujo antigo marechal era ministro da Defesa.
As eleições decorrem no meio de uma das piores crises económicas do paÃs, e al-Sissi deverá ser reeleito, uma vez que também está a sair fortalecido pela forma como lidou com a guerra entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas.
A questão económica será, assim, a principal questão em jogo nas eleições, num paÃs onde dois terços dos 105 milhões de egÃpcios vivem abaixo ou um pouco acima do limiar da pobreza.Â
A inflação está atualmente nos 40%, a desvalorização de 50% da moeda fez disparar o preço dos bens — praticamente todos importados — nos últimos meses e os recentes bónus e aumentos anunciados pelo Presidente para os funcionários públicos e pensionistas tiveram pouco efeito.
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