
Lisboa, 05 dez 2023 (Lusa) — A Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF-AN) alertou hoje que faltam 1.125 médicos de famÃlia e pediu medidas especÃficas para reter os profissionais no SNS para além da idade da reforma.
Segundo a USF-AN, existem, neste momento, 673.895 utentes inscritos em médicos de famÃlia que têm mais de 65 anos, podendo reformar-se em breve. Somando estes utentes aos que não têm médico de famÃlia atribuÃdo atualmente e aos inscritos em médicos de famÃlia com ausências longas ao serviço (mais de 7 meses), a associação estima uma necessidade que ronda os 1.125 médicos de famÃlia, cerca de 560 enfermeiros e de 567 secretários clÃnicos.
Em comunicado, a USF-AN lembrou que, atualmente, estão no último ano de formação cerca de 650 internos de Medicina Geral e Familiar, mas cerca de 530 médicos de famÃlia podem reformar-se num espaço de ano e meio.
Considera ainda que, retendo parte destes médicos de famÃlia no Serviço Nacional de Saúde (SNS), “é possÃvel manter ou integrar cerca de 800 médicos de famÃlia no próximo ano, dos quais 550 novos médicos de famÃlia (entre recém-especialistas e médicos de famÃlia que estão atualmente no setor privado)”.
Lembra que a anunciada generalização do modelo B (pagamento por objetivos) das USF vai aumentar as listas de utentes – mais 250 mil utentes com equipa de saúde familiar, segundo o Ministério da Saúde, tendo em conta as unidades que estão em condições de avançar para este modelo – e que a disponibilidade deste modelo de funcionamento “deverá servir como atração para fixar mais médicos de famÃlia”.
No entanto — insiste — “devem ser pensadas medidas especÃficas para reter os profissionais, médicos e não médicos, no SNS para além da idade em que podem aceder à sua aposentação”.
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