
Lisboa, 28 nov 2023 (Lusa) — O Presidente da República afirmou hoje que, com base nos resultados das legislativas antecipadas de 10 de março, irá procurar a fórmula de Governo “mais próxima da sua leitura da vontade popular”.
Interrogado se exclui algum partido do quadro da governação ou se todos são elegÃveis, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que vai “procurar a fórmula que, no quadro definido pelo povo, seja a mais próxima da sua leitura da vontade popular”.
O chefe de Estado, que falava aos jornalistas na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, explicou que tem aparecido menos nos últimos dias por entender que este é “o tempo dos partidos”, até à s eleições, que serão o momento “do povo”, e a seguir então chegará “o tempo do Presidente, que é o da formação do Governo”.
Nesta fase “o Presidente apaga-se, tem de se apagar”, defendeu.
Sobre o que fará a seguir à s eleições, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que irá tentar “encontrar, no quadro definido pelo povo, que será aquele que for no dia 10 de março, o espaço e a fórmula que correspondam mais, na sua visão, à quilo que foi a intenção do voto popular”.
O Presidente da República tinha prestado declarações aos jornalistas pela última vez há 12 dias, na Guiné-Bissau, e nessa altura avisou que iria evitar comentários sobre o passado recente e o futuro próximo da polÃtica portuguesa para se manter imparcial no novo ciclo, perante os partidos que vão disputar eleições.
Marcelo Rebelo de Sousa esteve hoje na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, para a apresentação do livro “Elementos de polÃtica constitucional — Ciência PolÃtica, Teoria da Constituição e Direito Constitucional”, de Paulo Rangel, eurodeputado e primeiro vice-presidente do PSD.
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