
São Paulo, Brasil, 09 nov 2023 (Lusa) – O Governo brasileiro esclareceu hoje que a prisão de duas pessoas alegadamente ligadas ao grupo libanês Hezbollah e que planeavam ataques contra a comunidade judaica no paÃs começou antes da eclosão do atual conflito no Médio Oriente.
“As investigações da PolÃcia Federal começaram antes da eclosão das tragédias em curso na cena internacional”, escreveu o ministro da Justiça do Brasil, Flávio Dino, na rede social X (antigo Twitter), aludindo ao conflito desencadeado após o ataque do grupo extremista islamista Hamas a Israel em 07 de outubro.
A declaração surgiu em resposta à s suposições publicadas na comunicação social local, que ligavam uma operação realizada na quarta-feira contra alegados membros do Hezbollah no Brasil a supostas informações fornecidas por Israel ao paÃs sul-americano enquadradas no atual conflito.
“Brasil é um paÃs soberano. A cooperação jurÃdica e policial existe de modo amplo, com paÃses de diferentes matizes ideológicos, tendo por base os acordos internacionais. Nenhuma força estrangeira manda na PolÃcia Federal do Brasil. E nenhum representante de Governo estrangeiro pode pretender antecipar [o] resultado de [uma] investigação conduzida pela PolÃcia Federal, ainda em andamento”, explicou Dino.
Dino acrescentou que as prisões feitas na quarta-feira “derivam de decisões do Judiciário brasileiro” e “não têm nada a ver com conflitos internacionais”.
Segundo a PolÃcia Federal, supostos integrantes do grupo Hezbollah tentavam recrutar brasileiros para realizar ataques contra a comunidade judaica do paÃs.
As autoridades brasileiras não comunicaram a nacionalidade dos detidos ou as suas identidades, nem especificaram quais seriam os objetivos dos ataques.
O grupo armado Hezbollah, xiita, é apoiado pelo Irão e é inimigo declarado de Israel, paÃs que ataca com mÃsseis desde o inÃcio da guerra entre Israel e o Hamas.
O Hezbollah está presente no Brasil, na área da trÃplice fronteira com o Paraguai e a Argentina, há pelo menos três décadas.Â
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