
Luanda, 03 out 2023 (Lusa) — O comandante-geral da PolÃcia Nacional de Angola, destacou o cibercrime, crimes transfronteiriços e o tráfico de droga como algumas das preocupações das autoridades angolanas, esperando colher experiências de outros paÃses no encontro da Interpol que decorre em Luanda.
Arnaldo Carlos disse hoje, em conferência de imprensa, à margem da 26ª Conferência Regional Africana da organização de polÃcia internacional, que pretende abordar os fatores desencadeadores da criminalidade em Angola para que se sejam encontradas soluções para mitigar o problema.
O responsável disse que um dos objetivos de Angola é ir buscar as experiências de outros paÃses no combate ao cibercrime, apontado como um dos tipos de crimes em progressão a nÃvel mundial, sendo outra das preocupações o crime fronteiriço.
Arnaldo Carlos sublinhou que a polÃcia angolana tem trocado experiências com outros paÃses sobre as melhores formas de garantir a segurança fronteiriça, respeitando a soberania dos estados vizinhos e a de Angola, bem como a liberdade dos cidadãos.
A polÃcia angolana pretende também debater as perspetivas de outros paÃses no combate à droga, um tema “que está a preocupar todas as polÃcias do mundo e Angola não fica à parte”, já que o paÃs começou por ser ponto de passagem para a droga, mas estão a ser identificados também pontos muito fortes de consumo, adiantou.
O responsável angolano afirmou, ainda, que a relevância da Interpol depende de cada paÃs, pois a Interpol tem as ferramentas, mas os Estados devem estar preparado para utilizar os recursos que a organização disponibiliza para a partilha de informações.
O secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, disse, também na conferência de imprensa, que o crime organizado, sendo cada vez mais complexo e internacional, está a aumentar sob todas as formas, o que coloca mais pressão sobre os recursos humanos e financeiros.
Stock lembrou que a Interpol fornece  uma plataforma que ajuda os seus membros a coordenarem os seus esforços e que as novas tecnologias devem estar à disposição das forças policiais para lidar com grandes quantidades de dados e informação, tal como com a inteligência artificial.
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