
Genebra, 22 set 2023 (Lusa) — O exército suÃço decidiu parar de vender ‘bunkers’ depois de ter vendido cerca de 1.800 dos seus 8.000 abrigos, construÃdos desde o final da Segunda Guerra Mundial até ao final da Guerra Fria, devido ao conflito na Ucrânia.
De acordo com a emissora nacional suÃça RTS, argumentando que o ambiente de segurança na Europa mudou, o exército decidiu reverter os planos de vender outros 1.500 abrigos subterrâneos que já haviam sido desclassificados, devido à s suas novas estratégias de defesa.
Cerca de 4.700 bunkers militares já não estão em uso, mas o exército acredita que podem ser necessários novamente no clima atual, disse o chefe das forças armadas suÃças, tenente-general Thomas Süssli, numa conferência de imprensa esta semana.
Muitos dos bunkers vendidos nos últimos 30 anos, muitas vezes a preços muito baixos, são agora utilizados na SuÃça como armazéns, museus, hotéis “invulgares” ou centros de arquivo de dados digitais, relata a RTS.
Paralelamente aos bunkers militares, o paÃs da Europa Central tem centenas de milhares de abrigos antiaéreos civis construÃdos durante a Guerra Fria, porque, nos anos 60, as autoridades estabeleceram como objetivo que todos os cidadãos tivessem espaço neles em caso de ataque aéreo ou mesmo nuclear.
A televisão nacional noticiou no inÃcio deste ano que o paÃs está a considerar encerrar os abrigos mais pequenos, que são cerca de 100.000, porque em muitos casos os antigos sistemas de ventilação no seu interior já não funcionam.
Nas últimas duas décadas, deixou de ser obrigatória a construção destas estruturas nos novos edifÃcios, exceto nos blocos de pelo menos 40 casas.
JH // APN
Lusa/fim



