
Maputo, 21 set 2023, (Lusa) — O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique pediu hoje à s forças polÃticas uma campanha eleitoral para as autárquicas de 11 de outubro sem violência, apelando para uma atuação “imparcial e igualitária” da polÃcia moçambicana.
“Precisamos de prevenir tudo aquilo que pode trazer conflitos dentro destas eleições, criar condições para que haja paz e melhor inclusão”, declarou Carlos Matsinhe, durante uma mesa-redonda que debateu o código de conduta eleitoral dos partidos polÃticos, hoje, em Maputo.
Para Matsinhe, as forças polÃticas que vão disputar as eleições para as 65 autarquias moçambicanas devem evitar o “discurso de ódio” e a PolÃcia da República de Moçambique desempenha um papel fundamental em todo o processo.
“A PolÃcia da República de Moçambique tem um papel preponderante na sociedade e, em particular, no decurso do processo eleitoral, pois contribui de forma direta na criação de um ambiente tranquilo, pacÃfico e ordeiro, devendo, na sua atuação, adotar princÃpios de imparcialidade e igualdade de tratamento e oportunidade entre os diversos atores”, acrescentou o presidente da CNE.
Mais de 11.500 candidatos, de 11 partidos polÃticos, três coligações de partidos e oito grupos de cidadãos foram admitidos pela CNE à s autárquicas de outubro, para as quais estão inscritos mais de 8,7 milhões de eleitores moçambicanos, abaixo da projeção inicial, de 9,8 milhões de votantes.
Os eleitores moçambicanos vão escolher 65 novos autarcas, incluindo em 12 novas autarquias, que se juntam às 53 já existentes.
Nas eleições autárquicas de 2018, a Frelimo venceu em 44 das 53 autarquias e a oposição em apenas nove – a Renamo em oito e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) em uma.
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