
Maputo, 12 set 2023 (Lusa) – A proporção de famÃlias moçambicanas em situação de insegurança alimentar aguda caiu de 29,9% em 2019 para 9% em 2022, segundo um relatório do Instituto Nacional de EstatÃstica (INE) de Moçambique a que a Lusa teve hoje acesso.
De acordo com o relatório Indicadores Básicos de Agricultura e Alimentação de 2018 a 2022, a situação na provÃncia de Cabo Delgado é a mais preocupante, com 25% dos agregados familiares em situação de insegurança alimentar aguda, ainda assim metade da proporção do ano anterior (2021), que foi de 49%.
A provÃncia está a ser afetada há quase seis anos por ataques terroristas que obrigaram milhares de famÃlias a deixar as suas terras de origem à procura de segurança noutros distritos, não apenas de Cabo Delgado.
No plano contrário, apenas 2% das famÃlias de Niassa estavam em situação de insegurança alimentar em 2022, 4% na provÃncia de Manica e 5% em Maputo.
Ainda segundo do INE, o número de explorações agropecuárias familiares e empresariais em Moçambique cresceram de 4.133.616 em 2018 para 4.614.495 em 2022, a maior parte das quais nas provÃncias da Zambézia (882.818) e de Nampula (808.505).
O milho continuou a ser a cultura que maior área de cultivo ocupa em Moçambique, com 1.817.487 hectares em 2022, contra 1.613.535 em 2018, seguida da Mandioca, com 910.826 hectares. Globalmente, essa produção passou de 1.406.794 toneladas em 2018 para 2.382.511 toneladas em 2022, das quais 28,3% com origem na provÃncia de Tete.
Moçambique tinha uma área total cultivo com cereais em 2022 de 2.419.692 hectares, liderada pelas provÃncias de Sofala (466.047 hectares), Tete (428.190 hectares) e Zambézia (427.214 hectares). Já a provÃncia de Cabo Delgado tinha uma área de cultivo de cereais de 208.525 hectares em 2018, a qual diminuiu para 158.139 hectares no ano passado.
Em 2022, a produção agrÃcola em Moçambique foi garantida com 2.580 tratores (722 em 2018) e 2.269 charruas, entre outro material mecanizado disponibilizado ao abrigo de programas de modernização agrÃcola.
Ainda no perÃodo de 2018 a 2022, o relatório do INE aponta que o crédito ao setor da agricultura e pescas caiu de 118.912 milhões de meticais (1.730 milhões de meticais) para 109.342 milhões de meticais (1.590 milhões de euros).
Já na produção de carne Bovina, Moçambique passou de 13.884 toneladas em 2018 para 20.051 toneladas no ano passado (um aumento de 12,8%), mais de metade (52,1%) oriunda da provÃncia de Maputo.
A população de Moçambique cresceu para 31,6 milhões de habitantes em 2022, reconhece o INE, acrescentando que pouco mais de 20,7 milhões de habitantes, correspondente a 65,5% do total, reside na área rural.
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