
Seul, 31 ago 2023 (Lusa) – A Coreia do Norte anunciou hoje a realização de um exercÃcio militar supervisionado pelo lÃder, Kim Jong-un, numa resposta à s manobras conjuntas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos nos últimos dias.
Na terça-feira, dia em que exercÃcio arrancou, Kim visitou o posto de comando de treino do Estado-Maior acompanhado pelo marechal Pak Jong-chon, membro do Politburo, e pelo general Kang Sun-nam, ministro da Defesa, informou a agência de notÃcias estatal norte-coreana, KCNA.
As manobras destinam-se a “lidar com a atual situação em que os EUA e os gangsters militares da ‘República da Coreia’ [nome oficial da Coreia do Sul] realizaram exercÃcios conjuntos em grande escala extremamente provocadores e perigosos, simulando uma guerra total contra a República Popular Democrática da Coreia [nome oficial do Norte]”.
Pyongyang avisou na semana passada, quando Seul e Washington lançaram os exercÃcios conjuntos de grande escala Ulchi Freedom Shield (UFS), que a realização destas manobras podia eventualmente conduzir a uma “guerra termonuclear”.
Kim “familiarizou-se com o plano do exercÃcio, que visa ocupar todo o território da metade sul [da penÃnsula], repelindo a súbita invasão armada do inimigo e avançando para um contra-ataque total”. O lÃder norte-coreano afirmou que as insistentes manobras conjuntas dos aliados “constituem uma verdadeira revelação do plano para invadir a RPDC”, acrescentou a KCNA.
O exercÃcio simulou “ataques simultâneos contra os principais centros de comando militar, portos militares, bases aéreas operacionais e outros importantes alvos militares inimigos e centros nevrálgicos, cuja destruição pode levar ao caos sociopolÃtico e económico”, indicou.
O anúncio norte-coreano surge depois de Pyongyang ter lançado dois mÃsseis balÃsticos de curto alcance (SRBM) para o mar do Japão na quarta-feira, e horas depois de Washington ter mobilizado um bombardeiro estratégico B-1 para participar no UFS, que será concluÃdo durante o dia.
Após o fracasso das conversações de desnuclearização entre Washington e Pyongyang em 2019, a penÃnsula voltou a ser palco de uma escalada militar persistente, com o regime de Kim Jong-un a testar repetidamente mÃsseis e os aliados a realizarem grandes exercÃcios de guerra e a destacarem regularmente meios estratégicos norte-americanos.
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