
Cairo, 16 ago 2023 (Lusa) — Pelo menos 27 pessoas morreram em TrÃpoli, disse hoje um grupo de médicos, após confrontos armados entre duas milÃcias em vários bairros da capital da LÃbia, que deixaram os residentes encurralados nas suas casas.
O Centro de Apoio e Medicina de Emergência da LÃbia, um grupo de médicos que é destacado para desastres humanitários e conflitos, disse que mais de 100 pessoas ficaram também feridas nos combates, sem revelar quantas vÃtimas eram civis.
Os confrontos, a pior escalada militar deste ano, começaram na segunda-feira à noite, após o chefe de uma das milÃcias, a Brigada 444, Mahmoud Hamza, ter sido detido por uma outra milÃcia, as Forças Especiais de Dissuasão (Rada).
A Brigada 444 declarou ter assumido o controlo total da área de Ain Zara, nos arredores de TrÃpoli, e impediu a entrada de membros da Rada.
Na terça-feira, o Ministério da Saúde da LÃbia tinha pedido uma trégua de duas horas para retirar as pessoas retidas nas zonas de combate e para permitir que os hospitais recebessem doações de sangue.
O OPSGroup, uma organização da indústria da aviação, disse na segunda-feira que um grande número de aviões partiu de TrÃpoli devido aos confrontos. Os voos com destino à capital da LÃbia estão a ser desviados para a cidade vizinha de Misrata.
As duas milÃcias, que controlam TrÃpoli, apoiam o primeiro-ministro do Governo de Unidade Nacional, Abdelhamid Dbeiba, contra um executivo paralelo sediado em Benghazi que administra o leste do paÃs, e a Rada está ligada ao Conselho Presidencial.
O Presidente do Conselho Presidencial, Mohamed Manfi, na qualidade de Comandante Supremo do Exército, exortou “todas as partes beligerantes a cessarem imediatamente as hostilidades”.
Ao pedido juntaram-se a missão especial da ONU na LÃbia, a União Europeia e as embaixadas de França, Estados Unidos e Grã-Bretanha.
A atual escalada militar é a pior vivida neste ano, após uma relativa calma, após ter sido avançado um “roteiro” para convocar eleições gerais e pôr fim ao longo e instável processo de transição iniciado após a queda do ditador Muammar Khadafi em 2011.
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