
Ouagadougou, 01 ago 2023 (Lusa) — Rajadas de tiros foram ouvidas esta madrugada no centro da capital do Burkina Faso, Ouagadougou, perto da base aérea, avançou um jornalista da agência de notÃcias France–Presse (AFP).
Os disparos, cujas razões são ainda desconhecidas, começaram a ser ouvidos por volta das 00h45 (mesma hora em Lisboa) no coração da capital do Burkina Faso e só cessaram cerca de 40 minutos depois.
Os tiroteios em Ouagadougou surgem seis dias depois de um golpe de Estado no vizinho NÃger, que derrubou o presidente eleito Mohamed Bazoum, com o Burkina Faso a demonstrar mais tarde apoio aos golpistas.
O Burkina Faso viveu um golpe de Estado há cerca de 10 meses, o segundo em menos de um ano registado neste paÃs assolado pela violência de grupos extremistas islâmicos.
Em 30 de setembro, um golpe levou ao poder o capitão Ibrahim Traoré, que derrubou o tenente-coronel Paul-Henri Damiba, autor de um primeiro golpe que tinha afastado em 24 de janeiro o Presidente eleito Roch Marc Christian Kaboré.
Ambos os golpes militares foram justificados pela incapacidade do Estado de lutar eficazmente contra os grupos extremistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, cujo impacto no Burkina Faso tem crescido desde 2015.
A violência extremista já matou mais de 16 mil civis e soldados em oito anos no Burkina Faso, incluindo mais de cinco mil desde o inÃcio de 2023, segundo as últimas estimativas da organização não-governamental Armed Conflict Location Action, que lista vÃtimas de conflitos em todo o mundo.
A violência obrigou também cerca de dois milhões de pessoas a abandonarem as suas terras.
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