
Lisboa, 25 jul 2023 (Lusa) – Entre 16.000 e 20.000 elementos das forças e serviços de segurança e das Forças Armadas estão envolvidos na segurança da Jornada Mundial da Juventude, avançou hoje o ministro da Administração Interna, que considerou o desafio “muito exigente”.
“É um desafio muito exigente, estamos a falar de 16.000 a 20.000 elementos das forças e serviços de segurança e das Forças Armadas que cooperam entre si para se ter uma Jornada Mundial da Juventude segura e pacÃfica”, disse aos jornalistas José LuÃs Carneiro.
O ministro participou na abertura de uma reunião com cerca de 200 oficiais e chefes da PolÃcia de Segurança Pública que vão desempenhar funções de comando nas equipas que estarão no policiamento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), juntamente com o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Paulo Vizeu Pinheiro, responsável pela coordenação do evento.
José LuÃs Carneiro afirmou que 14 entidades contribuÃram com os seus planos de segurança autónomos para o plano global de segurança da JMJ, aquele que é “o maior evento de sempre realizado em Portugal e que convoca de forma muito especial as forças e serviços de segurança”.
O ministro explicou que neste encontro com oficiais e chefes da PSP vão ser “transmitidos detalhes de organização e segurança” do evento, tendo os comandos distritais da PSP recebido há cerca de um mês uma comunicação do diretor nacional da PolÃcia de Segurança Pública “com todos os dados relativos à s condições logÃsticas, de transporte, de organização e alimentares”.
A PSP vai mobilizar para o policiamento da JMJ cerca de 10.000 polÃcias, dos quais cerca de 6.700 são do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) e os restantes dos diferentes comandos da PSP do paÃs e alunos da escola de polÃcia de Torres Novas e do instituto superior de polÃcia.
Os polÃcias que vão reforçar o comando de Lisboa durante a JMJ vão receber 43,39 euros por dia de ajudas de custo e vão ficar alojados em instalações de habitação da PSP e das Forças Armadas.
Segundo a PSP, os polÃcias que vão precisar de alojamento são cerca de 1.400 e os restantes deslocam-se diariamente para Lisboa.
O ministro garantiu que está assegurado “o alojamento para todos” os polÃcias, que vão ter de pagar cerca de cinco euros para alojamento e outros cinco para a alimentação.
“O que significa que temos ajudas de custo que, não apenas cobrirão todas as despesas, como permitirão ainda alguns ganhos remuneratórios. As ajudas de custo vão pagar alojamento e refeições. Se não houvesse qualquer pagamento, significaria que legalmente não se podia pagar ajudas de custo”, disse, destacando que mais de 50% dos polÃcias que vão reforçar o comando de Lisboa são voluntários.
No encontro, o diretor nacional da PSP, Manuel Magina da Silva, afirmou que a PolÃcia de Segurança Pública vai ter “um forte empenhamento de efetivos”, que envolve elementos da Unidade Especial de PolÃcia, Cometlis e vários comandos do paÃs.
Magina da Silva avançou que o dispositivo de segurança da PSP começa na quarta-feira com a pré-jornada, quando começam os Dias nas Dioceses, eventos que se vão realizar nas várias paróquias do paÃs com os peregrinos que se deslocam a Portugal de todo o mundo.
Na mesma reunião, o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna disse que o lema para a JMJ tem sido “máxima segurança com o mÃnimo transtorno” para a população e peregrinos.
“Estão reunidas as condições para que sejam as melhores jornadas de sempre”, frisou.
Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a edição deste ano da JMJ, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Eduardo VII e no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.
A edição deste ano da JMJ conta com a presença do Papa Francisco, que estará em Portugal entre 02 e 06 de agosto.
CMP // FPA
Lusa/Fim



