
Madrid, 23 jul 2023 (Lusa) – O Presidente israelita, Isaac Herzog, apresentou hoje uma nova proposta para tentar chegar a um acordo sobre a reforma judicial, que prevê um adiamento de 15 meses, uma iniciativa à qual aderiu o lÃder da oposição, Yair Lapid.
A proposta de Herzog propõe a paralisação do processo de aprovação da reforma judicial durante um perÃodo de 15 meses, segundo explicou Lapid e noticiou o The Jerusalem Post.
Herzog tem previsto reunir-se com outro lÃder da oposição, Benny Gantz, do Partido Unidade Nacional, embora o principal obstáculo seja a negociação com a coligação, liderada pelo Likud do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que rejeita qualquer acordo que inclua mais de três meses de adiamento.
“Esta tarde reuni-me com o Presidente Herzog após o seu regresso a Israel. Partilhamos uma profunda preocupação pela situação do paÃs e concordamos que o nosso dever é realizar todos os esforços para chegar a um acordo, pelo povo de Israel”, argumentou Lapid.
O Knesset ou parlamento israelita está a debater a terceira leitura do projeto de lei do Governo para anular a chamada cláusula de razoabilidade que permite aos tribunais anular uma decisão do executivo se considerarem que ela vai contra o sistema democrático.
A oposição considera que esta lei coloca em causa a divisão de poderes.
A tentativa de mediação por parte do Presidente acontece após vários falhanços nos últimos meses, que levou a cabo largas negociações com as partes antes destas colapsarem em junho.
Os protestos de hoje seguem mais um dia histórico de mobilização, em que mais de 550.000 israelitas saÃram à s ruas de todo o paÃs para expressar a sua rejeição à reforma.
No entanto, em Telavive, vários milhares concentraram-se hoje para expressar o seu apoio à reforma, com mensagens de apoio a Netanyahu e aos seus parceiros de ultra direita da coligação.
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