
Luanda, 18 jul 2023 (Lusa) — O Presidente angolano disse hoje que Angola já produz bastante, mas em quantidades ainda insuficientes, encorajando o setor privado “a ser mais ambicioso para que os nÃveis de produção se aproximem cada vez mais à s necessidades do paÃs”.
João Lourenço, que inaugurou hoje a 38.ª edição da Feira Internacional de Luanda (Filda), disse, em declarações à imprensa, que disse ter constatado, na visita que realizou ao espaço, que “há produção a olhos vistos”.
“O que gostarÃamos de fazer é encorajar o setor privado da nossa economia a ser mais ambicioso para que os nÃveis de produção se aproximem cada vez mais à s necessidades do paÃs, das populações, para exportar os excedentes. Temos que ser cada vez mais ambiciosos”, disse João Lourenço.
Segundo o Presidente angolano, a economia do paÃs só será forte quando passar a ter um setor privado forte, manifestando o seu empenho em termos de polÃtica e incentivos, para que o setor empresarial privado “assuma o papel que lhe cabe”.
“Nós estamos numa fase em que já demonstrámos ter vontade polÃtica de o Estado sair da economia, ser regulador. O sinal claro que demos foi o programa [de privatizações] Propriv. Muitos dos ativos do Estado que entendemos que não devm continuar nas mãos do Estado estamos a passá-los, por via de concurso público, ao setor privado que, sem sombra de dúvidas, sabe fazer melhor do que o Estado, que o setor público”, referiu.
A Zona Económica Especial, prosseguiu o Presidente angolano, é um dos exemplos, que, antes das privatizações, não registava “produção absolutamente nenhuma”.
“O Estado fez um grande investimento aqui, mas não teve capacidade de tirar proveito correspondente ao investimento feito e notamos uma diferença como da noite para o dia a partir do momento em que tomamos a decisão de privatizar essas unidades”, realçou.
Relativamente à captação do investimento privado estrangeiro para Angola, João Lourenço salientou que ainda é insatisfatório, por isso, o paÃs “continua ainda a lutar e a fazer advocacia e a procurar atrair o investimento direto estrangeiro para Angola”.
“Isso é o que temos feito em grande parte das nossas missões ao exterior, das visitas que fazemos, a nÃvel do titular do poder executivo, a nÃvel dos ministros, da AIPEX [agência de promoção das exportações]. Temos trabalhado no sentido de, por um lado, criar bom ambiente de negócios, por outro lado, dizer que em termos de ambiente de negócios está bem melhor, portanto, é chegado o momento de começarmos a desembarcar em Angola para fazerem os investimentos que gostarÃamos de ver”, frisou.
João Lourenço destacou a presença de 15 paÃses que participam este ano na Filda, o que “representa confiança” no mercado angolano e nas medidas que o Governo está a tomar para simplificar o investimento estrangeiro.
“Eles estão a constatar que os vistos quer para turistas quer para investidores, sobretudo para investidores, são cada vez mais fáceis de adquirir, estão a constatar que existe seriedade na luta que conduzimos no combate à corrupção, ninguém lhes vai extorquir dinheiro pelo facto de investirem em Angola”, referiu.
De acordo com João Lourenço, a presença desse número de expositores este ano na Filda é “o acreditar” naquilo que Angola tem vindo a defender nos últimos cinco anos em termos da luta contra a corrupção,
“Começam realmente a acreditar que é verdade e eles têm as suas embaixadas aqui, como têm já alguns investidores que assentaram empresas aqui em Angola (…) Portanto, esta tendência é de subir sempre, se este ano temos este número de paÃses, de expositores, acredito que nos próximos anos teremos muito mais”, observou.
No seu discurso de abertura da Filda, o Presidente angolano reafirmou o seu compromisso com a melhoria do ambiente de negócios, anunciando também o inÃcio de várias obras de estradas, fornecimento de água e energia.
“Reafirmamos a nossa convicção de que a diversificação é o único caminho seguro para o crescimento económico e social inclusivo”, sublinhou João Lourenço.
A Associação Empresarial de Portugal (AEP) e 22 empresas portuguesas participam na Filda, que decorre até sábado.
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