
Lisboa, 14 jul 2023 (Lusa) — A greve de 24 horas dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) levou hoje à supressão de 164 comboios de 254 programados (64,6%) pela CP entre as 00:00 e as 08:00, segundo dados da transportadora.
Os trabalhadores da IP cumprem hoje uma greve de 24 horas em protesto pela “falta de resposta” da empresa à s suas reivindicações, tendo sido decretados serviços mÃnimos pelo Tribunal Arbitral.
Numa nota enviada à Lusa sobre os impactos desta greve na CP, a empresa indica que dos 254 comboios programados, realizaram-se 90, e que nos urbanos de Lisboa, dos 115 previstos, foram suprimidos 86.
A CP – Comboios de Portugal adianta que nos urbanos do Porto, estavam previstos para aquele perÃodo 53, tendo sido suprimidos 28 e nos comboios de longo curso realizaram-se sete, das 12 ligações previstas.
Numa nota no seu ‘site’, a CP alertou que, “por motivo de greve, convocada por organizações sindicais representativas dos trabalhadores da IP (gestor da infraestrutura ferroviária), preveem-se hoje fortes perturbações na circulação de comboios, a nÃvel nacional, com possÃvel impacto nos dias anterior e seguinte” ao perÃodo da paralisação.
A greve da IP está igualmente a afetar o transporte ferroviário da Fertagus, que liga Setúbal a Lisboa, realizando-se apenas 25% do serviço.
Fonte da transportadora disse à Lusa na quinta-feira que está prevista a realização de serviços mÃnimos, com 39 ligações, 18 no sentido sul e 21 no sentido norte, representando 25% da oferta.
De acordo com o acórdão que determinou os serviços mÃnimos, publicado pelo Conselho Económico e Social (CES), estes foram fixados para os comboios da CP, nomeadamente de longo curso (Alfa Pendular e Intercidades), regional, urbanos de Lisboa, do Porto e de Coimbra.
Além disso, e tendo em conta que a IP gere as redes ferroviária e rodoviária, o tribunal arbitral determinou que “devem ser garantidas as condições de segurança e circulação rodoviária nos túneis do Marão, do Grilo e de Benfica”, bem como alguns serviços de comunicações, entre outras atividades.
Os trabalhadores da IP marcaram a greve de hoje em protesto pela “falta de resposta” à s suas reivindicações, de acordo com AbÃlio Carvalho, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), em declarações à Lusa, no dia 23 de junho.
O dirigente sindical indicou que “foram criadas expectativas” segundo as quais “a valorização dos trabalhadores seria mais à frente”, o que não se concretizou.
Os sindicatos apresentaram uma contraproposta salarial comum, exigindo um aumento intercalar mÃnimo de 37 euros, anunciaram em 12 de junho.
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