
Lisboa, 26 jun 2023 (Lusa) — O dispositivo de combate a incêndios florestais conta atualmente com 65 meios aéreos, mais cinco do que em 2022, disse hoje o ministro da Administração Interna, desconhecendo ainda se no perÃodo mais crÃtico estarão operacionais as 72 aeronaves previstas.
“Hoje já temos 65 meios aéreos, ou seja, mais cinco meios aéreos do que tÃnhamos em 2022. O objetivo de nos prepararmos para este perÃodo, que este ano é ainda mais difÃcil do que em 2022, tendo mais meios humanos, mais meios terrestres e mais meios aéreos, está cumprido”, disse aos jornalistas José LuÃs Carneiro, no final da cerimónia de encerramento do ano académico do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna.
O ministro foi questionado sobre o número de meios aéreos atualmente disponÃveis no combate aos incêndios, tendo em conta que a Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2023, apontava para o perÃodo de 01 de junho a 30 de setembro de 72 meios aéreos, mas a Força Aérea tem tido dificuldade em contratar estes meios devido à falta de aeronaves no mercado por causa da guerra na Ucrânia.
Na semana passada, eram 60 as aeronaves ao dispor de DECIR, tendo esta semana aumentado para mais cinco, mas ainda faltam sete para as 72 previstas no DECIR.
O ministro frisou que o Governo vai “procurar continuar a fortalecer os meios aéreos até ao perÃodo mais crÃtico que é a partir de 01 de julho”.
“Nos primeiros dias de julho estaremos em condições de poder responder com propriedade a essa pergunta [se o DECIR vai ter os 72 meios aéreos], de saber se teremos todos aqueles que gostarÃamos de poder ter”, precisou, realçando que, “desde a primeira hora, o objetivo era ter, pelo menos, os mesmos meios aéreos do que o ano de 2022” e, “neste momento há mais meios aéreos” do que no ano passado.
José LuÃs Carneiro sublinhou também que “os meios só por si, independentemente do seu número, serão sempre escassos para os momentos mais complexos dos incêndios florestais”.
Nesse sentido, pediu aos cidadãos “atitudes e comportamentos de responsabilidade”, significando que nos perÃodos mais crÃticos se deve evitar o uso do fogo, das máquinas agrÃcolas e florestais, porque dois terços dos incêndios, entre janeiro e abril deste ano, tiveram como causa a negligência do uso do fogo e do uso das máquinas agrÃcolas e florestais.
O ministro disse ainda que esta semana terá dias em que se ultrapassa todos “os indicadores de risco”, designadamente da temperatura, que está acima dos 30 graus, da humidade, abaixo dos 30% numa grande parte do paÃs, e ventos fortes.
Segundo o DECIR, vão estar no terreno, até sexta-feira, 11.761 operacionais, que integram 2.550 equipas e 2.585 viaturas dos vários agentes presentes no terreno.
Os meios de combate voltarão a ser reforçados a 01 de julho até 30 de setembro, naquela que é considerada a fase mais crÃtica de incêndios e que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano em prontidão 13.891 operacionais, 3.084 equipas, 2.990 veÃculos, além dos 72 meios aéreos previstos.
Segundo a DON, os operacionais envolvidos este ano no dispositivo de combate aos incêndios rurais aumentaram 7,5% em relação a 2022.
Dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que, desde o inÃcio do ano, deflagraram 3.785 incêndios rurais, que atingiram 8.718 hectares, 66% dos quais referente a matos, 29% a povoamentos florestais e 5% a terrenos agrÃcolas.
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