
TunÃsia, 24 jun 2023 (Lusa) — A TunÃsia expressou a sua “rejeição categórica” à condenação do alto-comissariado da ONU para os Direitos Humanos, que na sexta-feira pediu à s autoridades tunisianas que parem de “restringir a liberdade de imprensa e criminalizar o jornalismo independente”.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que a liberdade de opinião e de expressão está garantida no paÃs, após as crÃticas à detenção do jornalista Zied Al Héni, esta semana, acusado de “ofensa ao chefe de Estado”, o presidente da TunÃsia Kais Saied.
“Os processos judiciais e as detenções referidas na declaração do alto-comissário baseiam-se em atos punÃveis pela lei tunisina e nada têm a ver com o exercÃcio da liberdade de opinião e de expressão”, defendeu o ministério, numa nota de imprensa.
Além disso, as autoridades tunisinas exortaram os seus parceiros a “absterem-se de tentar interferir nos seus assuntos internos e de influenciar o curso da sua justiça”.
“É preocupante ver a TunÃsia, um paÃs que já teve tanta esperança, a regredir e a perder as conquistas em matéria de direitos humanos da última década”, sublinhou o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk.
O responsável da ONU manifestou a sua “profunda preocupação” com “a repressão exercida desde o inÃcio do ano contra juÃzes, polÃticos, dirigentes sindicais, empresários e atores da sociedade civil, que se estendeu agora aos jornalistas independentes, cada vez mais perseguidos e impedidos de fazer o seu trabalho”.
A condenação da ONU pela crescente repressão da liberdade de imprensa seguiu-se à detenção, por oito agentes policiais, de al-Héni, de 59 anos, na terça-feira, após ter falado num programa de rádio da IFM, em que questionava o código penal sobre a liberdade de imprensa.
Segundo o último relatório anual dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a TunÃsia desceu 27 lugares no Ãndice mundial de liberdade de imprensa, passando a ocupar o 94.º lugar entre 180 paÃses, e o presidente da TunÃsia, Kais Saied, é descrito como “autoritário e intolerante à crÃtica”.
LYFR // NS
Lusa/Fim



