
São Tomé, 19 jun 2023 (Lusa) — O partido da oposição Movimento de Libertação de São Tomé e PrÃncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD) solicitou hoje informações urgentes sobre a escassez de combustÃveis no paÃs e sobre o navio que aguarda há dias para fazer descarga.
São Tomé “nunca teve uma crise de combustÃveis de tamanha dimensão”, nem durante a pandemia de covid-19, assinala o partido no requerimento enviado à presidente da Assembleia Nacional, Celmira do Sacramento.
O MLSTP/PSD, maior partido da oposição e que liderou o Governo entre 2018 e 2022, diz estar disponÃvel para ajudar mas exige respostas ao executivo, chefiado por Patrice Trovoada (Ação Democrática Independente) e à Empresa Nacional de CombustÃveis e Óleos (ENCO), única a operar no paÃs, tendo em conta a crise e “informações contraditórias por parte de altos dirigentes”.
O Governo, acusa no requerimento a que a Lusa teve acesso, não conseguiu esclarecer o que se passa com “o navio que trouxe combustÃvel”, a partir do Togo, mas até agora não descarregou.
Os deputados pedem uma reunião com os dirigentes da ENCO, que lhes seja permitida uma visita ao navio e que lhes sejam prestadas informações várias sobre a operação de compra do combustÃvel.
No pedido urgente, assinado pelo presidente do grupo, Danilo Nesses dos Santos, solicitam, entre outras, informações sobre como foi lançado o concurso, condições para a seleção, custos operacionais da presença prolongada do navio e condições apresentadas por concorrentes.
A maioria das gasolineiras de São Tomé está sem gasolina para venda há semanas, registando-se longas filas e alguma confusão nos poucos pontos com combustÃvel disponÃvel.
O Governo tinha avançado que previa o abastecimento do arquipélago há mais de uma semana, na sexta-feira dia 09 de junho.
Já na altura, a Associação dos Distribuidores e Revendedores de CombustÃveis (Adrecol) dizia-se alvo de ameaças e tentativas de vandalismo por parte da população, sob a acusação de açambarcamento da gasolina.
São Tomé e PrÃncipe deve mais de 270 milhões de dólares (250 milhões de euros) a Angola pelo fornecimento de combustÃvel, o que tem levado a constantes reduções da quantidade de combustÃvel fornecido ao arquipélago.
A falta de combustÃvel tem agudizado os cortes constantes de eletricidade e causado o aumento de preços de transportes.
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ANP (JYAF) // jh
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