
Luanda, 06 jun 2023 (Lusa) — O balanço final da polÃcia sobre os tumultos registados, segunda-feira, na provÃncia angolana do Huambo, dá conta de cinco mortos, oito feridos e 34 detidos, na sequência de protestos para a atribuição de subsÃdios aos combustÃveis, soube hoje a Lusa.
No comunicado de imprensa, a PolÃcia Nacional do Huambo lamenta as mortes, que não foram “possÃvel evitar” devido aos “atos de violência e afronta à s forças policiais”.
Além das vÃtimas, a polÃcia registou igualmente a quebra de vidros em dois autocarros de transporte público, uma ambulância, dos gabinetes provinciais do Urbanismo e Ambiente, da agência noticiosa angolana, ANGOP, do INAFOP e da subestação do Caminho de Ferro de Benguela.
A polÃcia refere ainda a tentativa de vandalização de armazéns de bens alimentares e da 3.ª esquadra de polÃcia, bem como a vandalização de cinco comités de ação do partido Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
Segundo o balanço, foram apreendidas 29 motorizadas por envolvimento direto nos atos de desordem pública, que serão responsabilizados criminalmente.
“O comando da PolÃcia Nacional do Huambo endereça à s famÃlias enlutadas os mais profundos sentimentos de pesar pela perda dos seus entes queridos durante os atos de desordem pública registados e reitera o compromisso de continuar a trabalhar no reforço do sentimento de segurança das comunidades, garantindo, nos termos da lei, o livre exercÃcio dos direitos e liberdades dos cidadãos, pelo que apela à população a manter-se calma, evitando envolver-se em atos que promovam a violência e a desordem pública”, lê-se no comunicado.
Na segunda-feira, o Huambo começou a registar atos de desordem pública, que, segundo a polÃcia, consistiram na paralisação das atividades de táxi em vários pontos da provÃncia, com incidência nos municÃpios do Huambo e Caála, em várias paragens de táxis, onde taxistas e moto taxistas haviam montado várias barricadas para molestar colegas que não aderiram “ao protesto violento, agredindo-os com objetos de arremesso ao mesmo tempo que retiravam os passageiros de seus veÃculos”.
Esta situação, “motivou a pronta intervenção das forças policiais, com o intuito de salvaguardar a integridade fÃsica das pessoas e dos seus bens”.
Em causa está o aumento, a partir de sexta-feira passada, do preço da gasolina, na sequência da retirada da subvenção aos combustÃveis pelo Governo.
De acordo com o Governo, a subvenção mantém-se para taxistas, moto taxistas, transportes coletivos urbanos, setor das pescas e agricultura.
Para que taxistas, moto taxistas e detentores de embarcações de pesca artesanal continuem a pagar 160 kwanzas o litro da gasolina (0,25 euros) ao invés do preço de 300 kwanzas (0,48 euros) o litro da gasolina, o Governo vai atribuir cartões personalizados a esta classe de operadores, que estejam licenciados, com o subsÃdio diário de 7.000 kwanzas (11,3 euros) a diferença para cobrir o novo valor estipulado para este derivado de combustÃvel.
NME // PJA
Lusa/Fim



