
Lisboa, 22 mai (Lusa) — O primeiro-ministro acusou hoje o ex-Presidente da República Cavaco Silva de estar a alimentar “o frenesim” da direita para provocar uma crise polÃtica artificial e de procurar interromper ao Governo uma trajetória de recuperação da economia.
António Costa falava aos jornalistas à entrada para um almoço comemorativo dos 25 anos da abertura da Expo 98, altura em que desempenhava as funções de ministro dos Assuntos Parlamentares no primeiro dos dois governos liderados por António Guterres.
No sábado, durante o 3.º Encontro Nacional dos Autarcas Social-Democratas (ASD), em Lisboa, o antigo Presidente da República AnÃbal Cavaco Silva acusou o Governo de ser especialista em “mentira e propaganda” e, considerou que o primeiro-ministro perdeu a autoridade e não desempenha as competências que a Constituição lhe atribui, sugerindo a sua demissão.
Perante os jornalistas, António Costa referiu que Cavaco Silva fez essa intervenção na qualidade de militante do PSD e que ele, enquanto economista, “é um profundo conhecedor dos ciclos económicos”, razão pela qual “percebe a dinâmica em que o paÃs se encontra”.
“A economia portuguesa felizmente está a dar a volta à s grandes dificuldades que teve de enfrentar com a pandemia [da covid-19], com o inÃcio da guerra [na Ucrânia] e com a inflação. Portanto, Cavaco Silva foi alimentar aquele frenesim em que a direita portuguesa agora está no sentido de criar o mais rapidamente possÃvel uma crise polÃtica artificial, de forma a não dar tempo que os portugueses sintam — como têm direito a sentir plenamente — os benefÃcios desta recuperação económica”, reagiu o lÃder do executivo.
De acordo com António Costa, “só uma crise polÃtica artificial poderia hoje interromper a dinâmica de crescimento, com o emprego em máximo históricos e com Portugal a registar um equilÃbrio externo já com saldo positivo neste trimestre”.
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