
Pequim, 10 mai 2023 (Lusa) — A China vai aplicar, a partir de julho, uma versão nova e mais rÃgida de padrões de emissão para veÃculos, anunciou hoje o Ministério do Meio Ambiente do paÃs asiático.
Após a entrada em vigor da Norma Nacional VI B, que inclui restrições mais rigorosas a elementos poluentes como o monóxido de carbono e os óxidos de azoto, vai ser proibida a venda, produção e importação de automóveis que não cumpram os novos requisitos, informou hoje o jornal oficial Global Times.
O novo regulamento implica a realização de testes na estrada em condições reais, algo que não era exigido no sistema atual.
A Associação de Fabricantes de Automóveis da China disse na terça-feira que existem atualmente cerca de 1,89 milhão de veÃculos no paÃs que não atendem aos novos padrões.
O analista Wu Shuocheng, citado pelo jornal, disse que a implementação dos novos padrões “vai acelerar o desenvolvimento de veÃculos elétricos entre os fabricantes que não são capazes de adotar as mudanças tecnológicas necessárias para os novos padrões”.
O Presidente chinês, Xi Jinping, anunciou, em 2020, que o paÃs atingiria o pico de emissões de carbono em 2030, e a neutralidade de carbono até 2060, face a crescentes preocupações globais com as mudanças climáticas.
No ano passado, foram vendidos na China quase seis milhões de carros elétricos, mais do que em todos os outros paÃses do mundo juntos.
A dimensão do mercado automóvel chinês, o maior do mundo, propiciou a ascensão de marcas locais, incluindo a BYD, NIO ou Xpeng, que ameaçam agora o ‘status quo’ de uma indústria dominada há décadas pelas construtoras alemãs, japonesas e norte-americanas.
A China é o maior emissor de gases poluentes do mundo, devido à dependência do carvão, mas é também lÃder global em energias renováveis. Em 2022, o paÃs asiático acrescentou tanta capacidade instalada de energia eólica e solar quanto todos os outros paÃses do mundo combinados.
JPI // CAD
Lusa/Fim



