
Lisboa, 25 abr 2023 (Lusa) — O lÃder parlamentar do PSD afirmou hoje que em Portugal o empobrecimento se junta à “forte degradação da vida polÃtica e da qualidade das instituições”, gerando um aumento dos populismos, “quer de extrema-direita, quer de extrema-esquerda”.
Na intervenção do PSD na sessão solene na Assembleia da República no 49.º aniversário do 25 de Abril, Joaquim Miranda Sarmento afirmou que “há 25 anos que não há um desÃgnio nacional” e apontou, sem desenvolver, o tema da TAP como um exemplo de “descrédito das instituições”.
“A quebra da qualidade dos polÃticos, a descredibilização da polÃtica, a perda da autoridade e do prestÃgio das instituições e do Estado, bem como os fenómenos da corrupção, do compadrio e do nepotismo minam a confiança dos cidadãos na democracia”, considerou, acrescentando a estes problemas “o descrédito da Justiça, com a morosidade e a impunidade em casos de corrupção que atingem poderosos”.
O lÃder parlamentar do PSD saudou muitas mudanças no paÃs nos últimos 49 anos, mas considerou que os portugueses se perguntam hoje “o que é feito desse paÃs”.
“O que é feito do paÃs, que em 74/75, colocou a sua esperança e ambição na criação de uma democracia como os paÃses da Europa Ocidental? O que é feito do paÃs, que a partir de 76, colocou a sua esperança e ambição na entrada na Europa, então CEE? O que é feito do paÃs, que nos anos 90, colocou a sua esperança e ambição em convergir para os mais ricos da Europa e em estar no pelotão da frente da moeda única?”, questionou, concluindo pela ausência do tal desÃgnio nacional.
Miranda Sarmento recordou o fundador do PSD Francisco Sá Carneiro para defender que “estes 25 anos de empobrecimento não são uma fatalidade”.
“São uma consequência das polÃticas erradas de um Partido Socialista que governou 21 dos últimos 28 anos, e com o PSD a governar sempre em emergência financeira”, apontou
Para o lÃder parlamentar o PSD, juntam-se atualmente no paÃs o empobrecimento, “a degradação dos serviços públicos e das nstituições” e “a falta de rumo e de desÃgnio para o paÃs”, que têm uma consequência.
“Levam a um desacreditar no sistema polÃtico e dão campo e margem para o crescimento dos populismos e extremismos, quer de extrema-direita, quer de extrema-esquerda”, avisou.
Em alternativa, Miranda Sarmento defende que “as forças democráticas e moderadas, lideradas pelo PSD, têm uma missão fundamental quando se aproximam os 50 anos do Regime Democrático”.
“Primeiro, recuperar a confiança nas instituições, regenerando o sistema polÃtico (…) E para isso também é preciso que a polÃtica seja feita com verdade! Segundo, tornar como desÃgnio nacional o crescimento económico e sustentável, a criação de riqueza e capital social, que permitam pagar melhores salários e pensões, ter mais recursos para melhores serviços públicos e criar as condições para que as futuras gerações tenham a liberdade para definirem o seu futuro”, afirmou.
LuÃs Montenegro assistiu pela primeira vez à sessão solene do 25 de Abril na qualidade de lÃder do PSD e, ao contrário do que aconteceu na sessão de boas vindas ao Presidente do Brasil, Lula da Silva, o lÃder do PSD empunhava um cravo na mão, à semelhança do que fez hoje (e noutras sessões) o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
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