
Lisboa, 21 abr 2023 (Lusa) — O secretário-geral adjunto do PS considerou hoje que as recentes intervenções polÃticas do presidente do PSD revelam desespero, falta de preparação e de sentido institucional ao recorrer a “manobras de diversão”, andando “a reboque dos populismos”.
Estas crÃticas foram proferidas por João Torres em conferência de imprensa, na sede nacional do PS, em reação à s acusações feitas por LuÃs Montenegro, em Sintra, segundo as quais o primeiro-ministro, António Costa, revela “cobardia polÃtica” ao manter o silêncio quanto à polémica sobre a fundamentação jurÃdica dos despedimentos dos presidentes executivo e do Conselho de Administração da TAP.
Na perspetiva do “número dois” da direção do PS, LuÃs Montenegro “proferiu hoje declarações absolutamente inaceitáveis, aliás, como é seu apanágio na liderança do PPD/PSD, faltando reiteradamente à verdade perante os portugueses.
No caso da TAP, ao longo dos últimos dias, “tenta produzir artificialmente um novo facto polÃtico com a comissão parlamentar de inquérito, mas é bom lembrar que o PS votou favoravelmente a sua constituição e que a podia até tê-la inviabilizado”, referiu.
João Torres acusou o PSD de procurar “manobras de diversão que tem como propósito claro ocultar a ruinosa privatização da TAP” pelo segundo executivo liderado por Passos Coelho, quando estava já para cair no parlamento em 2015.
“O PSD está hoje transformado num vazio de ideias e LuÃs Montenegro está absolutamente desesperado pela impreparação que todos lhe reconhecem. Mas o desespero é mau conselheiro e devia assumir o papel que lhe compete, o papel de lÃder da oposição”, disse, colocando depois em contraponto “o sentido institucional” do primeiro-ministro, António Costa, com a ação polÃtica do presidente dos sociais-democratas.
“Ao primeiro-ministro e ao Governo cabe-lhes respeitar a comissão parlamentar de inquérito e não comentar cada audição, cada documento e cada proposta. LuÃs Montenegro devia ter o mesmo sentido de respeito pela Assembleia da República e não deveria usar a comissão parlamentar de inquérito como arma de arremesso polÃtico. Em vez de honrar o sentido institucional e histórico do PSD, este partido anda a reboque do vocabulário, das atitudes e comportamentos próprios dos populistas”, acrescentou.
Â
PMF // JPS
Lusa/Fim



