
Lisboa, 23 mar 2023 (Lusa) — O ministro da Saúde revelou hoje que no verão arranca um novo modelo de referenciação dos serviços de urgência, mas não será já “em todo o paÃs nem em todas as urgências”.
A ideia é criar alternativas para que as pessoas que não estão numa situação de urgência possam ser vistas no próprio hospital ou num centro de saúde, explicou Manuel Pizarro, à margem do SNS Summit, que decorreu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
O ministro espera que o novo modelo “possa estar parcialmente em funcionamento no próximo verão”, admitindo que provavelmente não “será possÃvel em todas as zonas do paÃs nem em todas as urgências”.
Certo é que “vai haver alteração da referenciação”, até porque, segundo Manuel Pizarro, “as pessoas que não têm razão para ir à s urgências, se tivessem um local onde pudessem ser atendidas era muito melhor para elas e melhor para o sistema de urgência, ou seja, era melhor para todos”.
O responsável acrescentou que primeiro é “preciso encontrar um modelo de resposta seguro e efetivo para que as pessoas sem razão clÃnica para ir à urgência possam ser tratadas”.
“Poderá não ser igual em todos os hospitais”, reafirmou.
Para já o ministro põe de parte a possibilidade de as urgências só receberem doentes previamente referenciados, à semelhança do que acontece noutros paÃses: “Não imagino que em Portugal no médio prazo seja possÃvel chegar a um sistema tão sofisticado”.
No entanto, admite que “talvez se chegue lá um dia”.
Durante o encontro que decorreu em Lisboa, o presidente da Direção Executiva do SNS, Fernando Araújo, disse que ia avaliar o modelo de referenciação para as urgências, em especial os casos menos graves.
O plano de Inverno, criado pelo Ministério da Saúde, também já previa que os hospitais pudessem propor aos doentes triados com pulseiras verdes e azuis o encaminhamento para o centro de saúde, dando-lhes a garantia de que teriam uma consulta dentro de 24 horas.
Em declarações aos jornalistas, Manuel Pizarro disse que durante os fins-de-semana houve mais de 220 centros de saúde abertos que tiveram cerca de seis mil pessoas: “É uma componente significativa que permitiu avaliar os hospitais”, defendeu.
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