
Vila Real, 19 mar 2023 (Lusa) — O presidente do PSD, LuÃs Montenegro, exortou hoje o primeiro-ministro a tomar em mãos o processo dos professores, considerando que o ministro da Educação mostra que “não tem argumentos” para superar esta instabilidade.
“Faço aliás um apelo a que o primeiro-ministro tome em mãos este assunto dos professores a bem da Educação, a bem da carreira dos professores, mas também a bem do interesse dos alunos e das suas famÃlias. O que nós não podemos continuar a assistir é a este impasse e a esta inflexibilidade do Governo e já vimos que o ministro da Educação não tem argumentos, até ver, para poder superar esta instabilidade”, afirmou o lÃder social-democrata, que falava em Vila Real onde, hoje, concluiu as jornadas “Construir a Alternativa”.
Questionado pelo jornalistas sobre as queixas dos professores que já ameaçaram intensificar a luta contra o Governo, LuÃs Montenegro disse ver “com muita preocupação” que “o impasse vá caminhando sem um fim à vista”.
“Infelizmente só o Governo pode resolver esta situação. Nós estamos no meio de um processo negocial demorado que não vê a luz do dia por inflexibilidade do Ministério da Educação, do ministro da Educação, e também do primeiro-ministro”, salientou.
Montenegro destacou que os “alunos portugueses estão a ser prejudicados nas suas aprendizagens pela instabilidade que o Governo não é capaz de travar no setor da Educação” e, por isso, incitou “o Governo a fazer a arrepiar caminho” e a “tentar dar aos professores uma resposta”.
“Mesmo que não seja plena no que diz respeito à s reivindicações dos professores, possa, pelo menos, ser suficiente, para que eles abandonem este perÃodo de luta mais intensa e possam, junto da comunidade escolar, permitir que os alunos não saiam penalizados que é aquilo que está a acontecer”, frisou.
Na sua opinião, para levar o processo negocial a “bom porto” o Governo deve criar um “novo sistema de colocação de professores que seja mais justo”, considerando ainda que é “absolutamente premente uma resposta relativamente à recuperação do tempo relativo ao congelamento das carreiras” e instou à apresentação de forma “muito clara” das contas de quanto o processo vai custar.
“Nós vemos o primeiro-ministro dizer que a recuperação desse tempo custa uma coisa, o ministro diz que custa outra, há responsáveis do ministério que vão avançando para a imprensa números que são muito dÃspares, nós precisamos de alguém que ponha ordem na casa. Neste momento acho mesmo que só o primeiro-ministro pode resolver problema”, frisou.
Por fim, LuÃs Montenegro considerou que se está a “menosprezar uma situação de injustiça que está a ficar cada vez mais premente” e está relacionada com “à recuperação das aprendizagens”.
“Há muitos alunos que ainda não recuperaram as aprendizagens perdidas no tempo da pandemia. Se acumularmos a isso aquelas que decorrem agora destes perÃodos de greve, verdadeiramente nós estamos a prejudicar uma geração de forma absolutamente injusta e isso é intolerável”, frisou.
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