
Islamabad, 18 mar 2023 (Lusa) – O antigo primeiro-ministro paquistanês Imran Khan saiu hoje em liberdade após ter sido convocado por um tribunal de Islamabad, que revogou o mandado de detenção que o tinha como alvo, anunciaram os seus advogados.
Envolvido numa série de casos judiciais, um risco frequente para as figuras da oposição, o ex-primeiro-ministro, de 70 anos, tinha sido convocado pelo tribunal para responder a acusações de corrupção.
Após vários dias de querelas jurÃdicas, Khan percorreu os 300 quilómetros que separam Lahore do complexo do tribunal de Islamabad, mas não pode sair do carro devido ao gás lacrimogéneo disparado pela polÃcia contra os apoiantes do antigo primeiro-ministro, que lançavam pedras e tijolos.
O tribunal reconheceu, no entanto, a presença de Khan, disseram os seus advogados.
“O tribunal anulou o mandado de detenção após registar a presença de Imran Khan. A audiência foi adiada para 30 de março”, disse à AFP um dos advogados do ex-primeiro-ministro, Gohar Khan.
Imran Khan tinha sido convocado no âmbito de um processo iniciado pela comissão eleitoral do Paquistão, que o acusa de não ter declarado presentes que recebeu durante o seu mandato como primeiro-ministro, nem os lucros obtidos com a sua venda, acusações que o visado nega.
Ao inÃcio do dia, Khan tinha divulgado um vÃdeo a acusar as autoridades de terem elaborado um plano para o deter e afirmava que estava a ser vÃtima de um conluio para o impedir de se apresentar à s eleições previstas para outubro.
Afastado do poder por uma moção de censura, em abril de 2022, Khan está a pressionar o frágil governo de coligação que lhe sucedeu para organizar eleições antecipadas.
Hoje, cerca de 4.000 agentes de segurança, incluindo comandos de elite da polÃcia e esquadrões antiterroristas, tinham sido destacados para a zona de Islamabad e os hospitais foram colocados em alerta.
No inÃcio da semana, registaram-se confrontos entre apoiantes de Khan reunidos em frente à sua residência e a polÃtica enviada para o deter. Um tribunal acabou por ordenar a retirada das forças da ordem com a promessa do ex-primeiro-ministro de estar hoje em tribunal, depois de ter recusado várias vezes comparecer por questões de segurança.
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