
Lisboa, 02 mar 2023 (Lusa) — O presidente da CGD disse hoje que o banco público está focado em devolver capital ao Estado, mas também admitiu que possa vir a fazer aquisições, sejam grandes ou pequenas.
Na conferência de imprensa dos resultados de 2022 (lucros de 843 milhões de euros), Paulo Macedo foi questionado sobre eventuais fusões na banca em Portugal, sobretudo quando se fala de o Novo Banco vir a estar no mercado, o que deverá movimentar o setor.
Segundo Macedo, o foco da Caixa Geral de Depósitos (CGD) é manter a solidez e devolver ao Estado o capital que este injetou no banco. “É o que temos estado a fazer e gostarÃamos de intensificar”, afirmou. Depois, disse, o banco analisa eventuais compras.
“Depois também podemos estar disponÃveis para fazer aquisições, sejam elas grandes sou pequenas”, afirmou.
Em qualquer aquisição, acrescentou, tem de haver “a convicção de que o resultado é superior, de ganhos concretos” e “sentir que há vantagem para a Caixa, para o Estado”.
O gestor disse que o objetivo da CGD é “manter liderança, baixar substancialmente o risco, ser rentável e continuar a ter a dimensão de maior banco português”.
Questionado sobre se para isso tem de fazer uma operação com o Novo Banco, para a CGD se manter lÃder, Macedo disse que na CGD não há obsessão pela liderança, “mas tem valor ser lÃder”.
“Não faz sentido ser banco público e ter quota que não permita intervir na economia ou influenciar, a Caixa claramente influencia as comissões (ao ter mais baratas), os ‘spreads’ (ao ter mais baratos), etc. etc”, afirmou.
Em janeiro, em audição no parlamento, Paulo Macedo disse que, com a CGD reforçada, “não aconteceria um banco estrangeiro comprar o Banif e o Banco Popular por um euro”.
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