
Olhão, Faro, 22 fev 2023 (Lusa) — Um grupo de quatro homens foi acusado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Olhão pelos crimes de resistência e coação sobre funcionário, ofensa à integridade fÃsica grave qualificada, dano e injúrias, foi hoje divulgado.
Os homens, de 61, 56, 35 e 26 anos, são suspeitos de, acompanhados por um grupo superior a 15 pessoas, terem desferido socos e pontapés num homem de 19 anos, numa noite de março de 2021, em Olhão (Faro), tendo depois cercado uma viatura da GNR em que a vÃtima se encontrava para a retirar de lá, lê-se numa nota da Procuradoria da Comarca de Faro.
Segundo o Ministério Público de Faro, para evitar as agressões, “a vÃtima fugiu em corrida”, mas foi perseguida pelos arguidos e restante grupo, tendo encontrado, durante a fuga, uma patrulha da GNR num carro caracterizado e com os militares fardados.
“A vÃtima pediu auxÃlio à patrulha, a qual face à s escoriações daquela e à aproximação dos arguidos e do grupo, mandou a vÃtima entrar para o banco traseiro da viatura da GNR”, lê-se na nota, referindo-se ainda que, quando a patrulha se preparava para abandonar o local, os arguidos e os restantes elementos do grupo cercaram a viatura.
“[…] Abriram as portas traseiras, tiraram a vitima do interior desta e com a vÃtima prostrada no solo agrediram-na a soco, a pontapé, e posteriormente um dos arguidos imobilizou-a com uma técnica de domÃnio fÃsico conhecida por ‘mata leão'”, é acrescentado.
Os militares saÃram da viatura para tentar controlar a situação, mas foram impedidos pelo grupo, tendo um dos militares, “face ao iminente desfalecimento da vÃtima e à impossibilidade de chegar junto a esta”, efetuado disparos para o ar, sendo, de seguida, agredido por um dos arguidos.
“No Ãnterim, a vÃtima conseguiu fugir, os militares entraram na viatura e pediram auxÃlio à PolÃcia de Segurança Pública (PSP) que enviou dois carros-patrulha”, sendo que os elementos desta polÃcia foram recebidos “à pedrada e com insultos por parte dos arguidos e outros indivÃduos não identificados”, lê-se na nota.
As pedras atingiram um agente da PSP e danificaram as viaturas, não tendo sido possÃvel identificar os outros elementos do grupo, é ainda indicado.
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