
Lisboa, 08 fev 2023 (Lusa) — O número de alojamentos no parque habitacional português cresceu 1,7% entre 2011 e 2021, registando-se um crescimento “visivelmente inferior ao verificado em décadas anteriores”, segundo um estudo do Instituto Nacional de EstatÃstica (INE) hoje apresentado.
“Os resultados dos Censos 2021 assinalaram um abrandamento do ritmo de crescimento do parque habitacional. No momento censitário (19 de abril de 2021), o parque habitacional português era composto por 3.573.416 edifÃcios clássicos e 5.981.482 alojamentos, observando-se aumentos de 0,8% e 1,7%, respetivamente, face ao recenseamento de 2011” refere o estudo “O que nos dizem os Censos sobre a habitação”, hoje apresentado na sede do INE, em Lisboa.
O instituto estatÃstico refere que este crescimento do parque habitacional foi “visivelmente inferior ao verificado em décadas anteriores, em que as taxas de variação foram sempre superiores a 10% para os edifÃcios, e entre os 16,3% a 25,0% para os alojamentos”.
Entre 2011 e 2021 foram construÃdos 110.784 edifÃcios, o equivalente a 3,1% do parque.
Entre os edifÃcios presentes no parque habitacional, é verificável que 31,9% foram construÃdos entre 1981 e 2000 e 17,9% desde 2001.
Esta dinâmica traduziu-se num Ãndice de envelhecimento de edifÃcios em 747, significando que em cada 100 edifÃcios construÃdos desde 2011, há 747 edifÃcios anteriores a 1960.
Em termos de perfil habitacional, os edifÃcios com apenas um alojamento correspondiam a 86,7% dos edifÃcios clássicos, enquanto os com três ou mais alojamentos configuravam 8,1% do parque habitacional português.
O INE destaca ainda que na década em análise houve uma alteração ao padrão de construção, havendo um “aumento de 5,0 pontos percentuais na proporção de edifÃcios construÃdos com um alojamento, face à distribuição total no paÃs”.
EdifÃcios com um ou dois pisos totalizam 83,7% do total, edifÃcios com três pisos 10,4% e 5,9% com quatro ou mais pisos.
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