
Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, 07 fev 2023 (Lusa) – O lÃder do PSD acusou hoje o presidente do parlamento de ser “o maior cúmplice polÃtico do Chega” e reafirmou que pretende ser “alternativa de Governo” e não se “distrair com as conversas que interessam ao PS”.
Falando em Figueira de Castelo Rodrigo, na Guarda, depois de visitar um criador de gado ovino e bovino e de ter participado num encontro com agricultores, no âmbito da iniciativa “Sentir Portugal”, LuÃs Montenegro reagiu à s declarações de Augusto Santos Silva no novo ‘podcast’ do Grupo Parlamentar do PS em que este sugeriu haver uma cumplicidade do PSD com o Chega.
Para o presidente do PSD, Santos Silva está “a regressar à sua condição de inveterado socialista e a olhar-se ao espelho, porque ele é, objetivamente, o maior apoio polÃtico, o maior cúmplice polÃtico do Chega, com todos os episódios que vai acumulando no parlamento para precisamente enaltecer o papel do Chega”.
O presidente do parlamento e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros “decidiu regressar à quela versão mais de ‘malhar’ nos outros”, acusou. “É aquilo que, basicamente, querem dizer as duas declarações. Eu registo”, acrescentou.
O lÃder social-democrata não poupou nas palavras, chegando a sugerir que Santos Silva “está a tentar conquistar um espaço dentro da esquerda portuguesa para poder, dessa forma, ter um trampolim para uma outra aventura polÃtica”, numa alusão a uma candidatura à s presidenciais de 2026.
“Aquilo que eu posso dizer e registar é que o doutor Santos Silva quer ‘virar o bico ao prego’. O cúmplice do Chega, neste paÃs, é o PS e é o doutor Santos Silva em particular”, insistiu.
LuÃs Montenegro procurou, por outro lado, contornar a questão de um possÃvel futuro entendimento entre o PSD e o Chega e do repto lançado pelo lÃder daquela partido, André Ventura, para um acordo que possibilite retirar o PS do Governo.
“O PSD é a alternativa de Governo ao Partido Socialista e não se vai desfocar desse objetivo. Eu estou aqui para ser primeiro-ministro. E estou aqui para ganhar eleitores ao Chega, à Iniciativa Liberal, ao PS. Ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda não tenho tantas esperanças. Confesso, sou mais realista nesse campo”, disse.
O lÃder social-democrata considerou ainda que a questão dos entendimentos entre o PSD e o Chega só interessa aos socialistas e ao primeiro-ministro.
“Estou aqui para ser alternativa ao PS. Não estou aqui para me distrair com as conversas que interessam ao PS, ao doutor Santos Silva, ao doutor António Costa e a todas aqueles acólitos que hoje acompanham estas duas figuras, primeiro-ministro e presidente da Assembleia da República, no PS”, frisou.
No “podcast” do Grupo Parlamentar do PS, que foi hoje para o ar, Augusto Santos Silva rejeita estar a beneficiar o Chega quando trava debates direitos com aquele partido e acusa o PSD de ser cúmplice de André Ventura.
“Quem critica, quem combate, quem trava, é cúmplice? Então, o que se chamará a quem não critica, não combate, nem trava e até diz que está disponÃvel para acordos? Se os primeiros são cúmplices, o que devemos chamar aos segundos?”, questionou Santos Silva, numa alusão à atual direção do PSD.
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ASR (PMF) // JPS
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