
Maputo, 10 jan 2023 (Lusa) — As autoridades de saúde da provÃncia do Niassa, no norte de Moçambique, registaram um total de 10 mortes causadas por um surto de cólera desde dezembro, anunciou hoje fonte oficial.
Seis mortes ocorreram no distrito de Lago e quatro na cidade de Lichinga, capital provincial, segundo José Manuel, diretor do serviço provincial de saúde em Niassa, citado hoje pela Rádio Moçambique.
Segundo o responsável, dos mais de 600 casos de cólera diagnosticados na provÃncia desde a eclosão do surto, 612 tiveram alta hospitalar e 13 pacientes continuam internados em 12 centros de tratamento da doença.
“Felizmente tem estado a haver uma boa resposta por parte da central de medicamentos. Ainda ontem recebemos na nossa provÃncia cerca de 7.000 balões de soro fisiológico”, referiu o responsável, falando da disponibilidade de material médico para o tratamento da doença.
De acordo com a fonte, foram igualmente registados 112 casos de diarreias e vómitos nos distritos de Sanga e Mecanhelas, o que levou as autoridades a colher amostras para o Instituto Nacional de Saúde.
As autoridades de saúde moçambicanas suspeitam que os casos tenham sido importados do Maláui, paÃs que faz fronteira com o distrito de Lago e que tem registado casos da doença.
A cólera é uma doença que provoca fortes diarreias, que é tratável, mas que pode provocar a morte por desidratação se não for prontamente combatida – sendo causada, em grande parte, pela ingestão de alimentos e água contaminados por falta de redes de saneamento.
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