
Lisboa, 06 jan 2023 (Lusa) – O Banco de Portugal (BdP) considera que as famÃlias endividadas de menor rendimento terão, este ano, dificuldade em fazer face ao aumento dos preços dos alimentos e da energia e das taxas de juro.
Na publicação ‘Economia numa imagem’, hoje divulgada, o BdP indica o impacto nos orçamentos familiares da subida da inflação e das taxas de juro, concluindo que o impacto é diferente consoante as famÃlias, sendo maior nas famÃlias mais pobres.
“O impacto do aumento acentuado dos preços dos bens alimentares e energéticos é mais marcado para as famÃlias de menor rendimento, refletindo o maior peso destes bens no seu cabaz de consumo”, refere o banco central, acrescentando que as famÃlias com dÃvidas a taxa variável, caso dos créditos à habitação, “são especialmente afetadas pelo choque de taxa de juro”.
Segundo o BdP, cerca de 30% do total de agregados familiares tem dÃvida a taxa variável.
Utilizando informação dos inquéritos à s famÃlias, o Banco de Portugal projeta, para este ano, um aumento médio do rendimento disponÃvel das famÃlias endividadas em torno de 6%.
Para as famÃlias endividadas de maior rendimento, esse aumento do rendimento “permite manter o volume de consumo de bens alimentares e energéticos e satisfazer o serviço da dÃvida, sem pôr em causa outro tipo de despesas”, refere o BdP.
Contudo, já para as famÃlias endividadas de menor rendimento “a variação média do rendimento não cobre os aumentos da despesa em bens alimentares e energéticos e do serviço da dÃvida, implicando um ajustamento mais exigente”.
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