
Lisboa, 08 dez 2022 (Lusa) – O primeiro-ministro de São Tomé e PrÃncipe destacou hoje que Portugal demonstrou “grande abertura” para apoiar o paÃs perante uma situação económica e financeira “crÃtica”, estimando que ainda este ano ficará definida a modalidade de ajuda.
“Penso que Portugal não deixará de ajudar São Tomé e PrÃncipe neste momento crÃtico, estamos a ver as formas que serão as mais apropriadas”, adiantou à Lusa Patrice Trovoada, que hoje de manhã se reuniu com o primeiro-ministro português, António Costa.
No encontro, os dois chefes de Governo falaram “longamente da situação económica e financeira” de São Tomé e PrÃncipe.
“Há uma urgência de curto prazo, mas não deixámos também de analisar o médio e longo prazo. Saio confiante que uma atenção muito especial será dada à situação”, afirmou o primeiro-ministro são-tomense.
As autoridades dos dois paÃses, adiantou, vão analisar nos próximos dias “quais são as modalidades” para que este apoio se “torne efetivo”.
“Vimos várias hipóteses, em função também da situação cá em Portugal. O que é positivo é que existe uma grande abertura, existe vontade, existe também uma tomada de consciência que a situação é crÃtica”, acrescentou Trovoada.
António Costa, afirmou hoje, após a reunião, que Portugal “está empenhado no desenvolvimento e prosperidade de São Tomé e PrÃncipe”.
“Discutimos o reforço das relações entre os nossos paÃses. Portugal está empenhado no desenvolvimento e prosperidade de São Tomé e PrÃncipe”, referiu o primeiro-ministro português, numa publicação na sua página da rede social Twitter sem adiantar qualquer tipo de medida de apoio à quele paÃs africano de lÃngua oficial portuguesa.
Na terça-feira, após ser recebido pelo Presidente da República português, Patrice Trovoada realçou que a viagem a Lisboa “era necessária”, tendo em conta “a situação económica e financeira do paÃs”, que “é extremamente complicada”.
Já na quarta-feira, o primeiro-ministro são-tomense disse à agência Lusa que o paÃs não tem asseguradas reservas financeiras para o primeiro trimestre de 2023, explicando que a deslocação a Portugal deve-se à necessidade de procurar apoio para superar a situação “de grande dificuldade”.
“Somos um paÃs que depende muito das importações, nomeadamente de bens alimentares, e hoje não temos mais reservas em divisas”, disse o chefe do Governo são-tomense.
Neste momento, estão garantidas “as importações para o perÃodo natalÃcio”, disse, sublinhando no entanto: “O que nos preocupa agora é a situação do primeiro trimestre de 2023, que aà ainda não temos uma luz no fundo do túnel”.
Patrice Trovoada, cujo executivo iniciou funções no dia 14 de novembro, afirmou que “é extremamente difÃcil” negociar com os parceiros internacionais, já que as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial são calendarizadas e as próximas reuniões estão previstas para fevereiro.
Depois da deslocação a Portugal, Patrice Trovoada segue para os Estados Unidos da América.
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