
Maputo, 15 nov 2022 (Lusa) – O Governo moçambicano vai na quarta-feira ao parlamento dar o ponto da situação do combate ao terrorismo em Cabo Delgado e da criminalidade, de acordo com o rol de perguntas das bancadas a que a Lusa teve hoje acesso.
A presença do executivo na Assembleia da República faz parte da sessão periódica de perguntas dos deputados dos três grupos parlamentares ao Governo.
A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder e com maioria parlamentar, pretende saber “como está sendo feita a reconstrução das zonas afetadas pelo terrorismo, de modo a possibilitar a retoma da vida das populações e da sua segurança”.
A Frelimo quer ainda conhecer os progressos em curso para que o livro escolar do ensino primário passe a ser produzido em Moçambique, bem como os avanços registados na correção de erros detetados nos manuais da sexta classe.
Por seu turno, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, questiona o executivo sobre “o estádio atual do combate contra o terrorismo e assistência humanitária” à s populações afetadas pela violência na provÃncia de Cabo Delgado.
A Renamo pretende igualmente saber do Governo as estratégias para “estancar” a criminalidade, principalmente raptos, em algumas cidades do paÃs.
Quer ainda que o executivo aponte caminhos para que o paÃs tenha uma educação de qualidade e ações visando tornar o preço de eletricidade mais acessÃvel para as famÃlias, considerando que Moçambique é produtor deste recurso.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro partido, também questiona o executivo sobre a evolução da luta contra os grupos armados em Cabo Delgado.
O MDM está igualmente preocupado com a crescente vaga de crimes em algumas cidades moçambicanas, nomeadamente homicÃdios e raptos.
O terceiro partido moçambicano quer ainda que o executivo se pronuncie sobre a situação financeira das empresas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e Tmcel, cujas tutelas ministeriais têm afirmado que atravessam uma situação operacional e lÃquida crÃtica.
A Frelimo detém uma maioria qualificada de 184 deputados no parlamento, seguindo-se Renamo, com 60, e, por fim, MDM, com seis assentos.
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