
Genebra, SuÃça, 07 nov 2022 (Lusa) — O alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, pediu hoje aos lÃderes mundiais que não esqueçam as pessoas deslocadas nas discussões sobre a crise climática que ocorrerão durante a COP27 no Egito.
O lÃder do ACNUR lembrou que 70% dos refugiados vêm de paÃses mais vulneráveis à s mudanças climáticas, como o Afeganistão, a República Democrática do Congo, a SÃria ou o Iémen.
Grandi alertou que os refugiados (pessoas que fogem dos seus paÃses) e as pessoas deslocadas (que fogem de suas casas para outras regiões dos seus paÃses) são, “com muita frequência”, excluÃdas dessas negociações, sublinhando a necessidade de financiamento adicional para alguns paÃses lidarem com as perdas e danos causados pelas mudanças climáticas.
A Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climática de 2022 (COP27) “deve habilitar os paÃses e comunidades que estão na linha da frente da crise climática para fenómenos climáticos especÃficos”, recomendou o alto-comissário.
A COP27 começou no domingo em Sharm el-Sheikh (Egito), meses depois de uma série de catástrofes climáticas que levaram quase um milhão de pessoas a tornarem-se deslocadas na Somália e originaram mais de três milhões de refugiados no Sahel, uma região africana que se estende da Mauritânia à Etiópia.
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