
Bruxelas, 21 out 2022 (Lusa) — O primeiro-ministro, António Costa, destacou hoje a “satisfação generalizada” dos lÃderes da União Europeia (UE) com o acordo alcançado entre os governos de Portugal, França e Espanha para acelerar as interconexões na PenÃnsula Ibérica.
Falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas, no final de um Conselho Europeu dedicado à resposta da UE à crise energética, António Costa disse que “houve um reconhecimento e uma satisfação generalizada de todos os paÃses pelo facto de, ontem [quinta-feira], Portugal, Espanha e França terem conseguido um acordo polÃtico em torno da criação de um Corredor de Energia Verde de Portugal e Espanha, com ligação à Europa por via marÃtima, com a ligação de Barcelona Marselha”.
O acordo entre Portugal, Espanha e França foi alcançado na quinta-feira, em Bruxelas, durante uma reunião dos lÃderes dos governos dos três paÃses.
António Costa, Pedro Sánchez e Emmanuel Macron decidiram avançar com um “Corredor de Energia Verde”, por mar, entre Barcelona e Marselha (BarMar) em detrimento de uma travessia pelos Pirenéus (MidCat).
O calendário, as fontes de financiamento e os custos relativos à execução do corredor verde BarMar serão debatidos num novo encontro a três em dezembro, em Alicante, Espanha.
De acordo com o texto acordado, a que a Lusa teve acesso, os ministros da Energia dos três paÃses — que também estiveram presentes na reunião — irão começar imediatamente o trabalho preparatório para avançar com o BarMar e também sobre o reforço das interligações elétricas entre Espanha e França, “em ligação estreita com a Comissão Europeia”.
Os dois primeiros-ministros ibéricos e o Presidente francês acordaram ainda na necessidade de “concluir as futuras interligações de gás renovável entre Portugal e Espanha, nomeadamente a ligação de Celorico da Beira e Zamora (CelZa)”.
As infraestruturas que serão criadas para a distribuição de hidrogénio “deverão ser tecnicamente adaptadas para transportar outros gases renováveis, bem como uma proporção limitada de gás natural como fonte temporária e transitória de energia”.
O primeiro-ministro, António Costa, considerou que o acordo permite “ultrapassar um bloqueio histórico” relativamente à s interconexões ibéricas para gás e eletricidade.
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