
Luanda, 12 out 2022 (Lusa) — O comando-geral da PolÃcia Nacional de Angola assegurou hoje ao Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) que “não tem nenhuma orientação” para impedir ou deter jornalistas no exercÃcio das suas funções e prometeu reforçar orientações aos efetivos.
Segundo o secretário-geral do SJA, Teixeira Cândido, a promessa foi manifestada pelo comandante-geral da PolÃcia Nacional de Angola (PNA), Arnaldo Carlos, no encontro que juntou à mesma mesa o ministro do Interior, seus colaboradores diretos e associações da classe jornalÃstica.
“Reiterou o comandante-geral de que não há nenhuma orientação para impedir o exercÃcio da atividade profissional e as garantias que temos é de que o comando-geral da PNA vai trabalhar e reforçar a suas orientações para que se respeite o trabalho dos jornalistas quando tivermos presentes em manifestações e outras”, disse o sindicalista no final do encontro.
A detenção de jornalistas no exercÃcio da sua atividade, sobretudo em manifestações públicas, foi o motivo do encontro, na sequência da detenção do correspondente da emissora internacional alemã Deutsche Welle, Borralho Ndomba, enquanto fazia cobertura de uma manifestação de estudantes, em Luanda.
Pelo menos quatro jornalistas foram detidos, só em Luanda, desde agosto passado, enquanto cobriam manifestações, de acordo com Teixeira Cândido, referindo que no interior do paÃs os profissionais também enfrentam “vários constrangimentos”.
O secretário-geral do SJA disse que, no encontro, ficou também estabelecida a ideia de que quando haver situações dessa natureza (manifestações) é preferÃvel que os profissionais estejam “devidamente identificados”.
Isto porque, acrescentou, a polÃcia diz “que à s vezes não é fácil identificar jornalistas no meio de uma multidão, razão pela qual alguns têm sido detidos”.
“Ficou aqui acordada a ideia de que a polÃcia vai reiterar as informações para que se respeite os jornalistas no exercÃcio da função”, acrescentou.
“E da nossa parte ficou acordada a ideia de encontrarmos um mecanismo para permitir uma identificação mais fácil aos profissionais, como termos de voltar de forma massiva a usar coletes como distintivo, para facilitar a tarefa da polÃcia”, avançou.
Teixeira Cândido manifestou-se igualmente “expectante” com o cumprimento das promessas das autoridades policiais: “Claro estamos aqui todos expectantes a futuras atuações e esperamos que não haja razões para voltarmos a estar reunidos para abordar situações dessa natureza”.
O ministro do Interior, Eugénio Laborinho, que participou no encontro, lamentou os impedimentos do exercÃcio da atividade jornalÃstica por parte dos efetivos da polÃcia e defendeu “melhor identificação dos jornalistas”, principalmente na cobertura de manifestações públicas, para “tratamento diferenciado”.
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