
Rosthern, Canadá, 08 set 2022 (Lusa) — O segundo suspeito do massacre que vitimou dez pessoas numa reserva indÃgena no Canadá morreu hoje de ferimentos autoinfligidos, após ter sido detido, divulgaram as autoridades canadianas.
Myles Sanderson, de 32 anos, foi encontrado perto de Rosthern, na provÃncia de Saskatchewan, após a polÃcia anunciar que uma pessoa suspeita, armada com uma faca, tinha roubado um carro na pequena cidade rural no noroeste do paÃs.
Um agente policial ligado ao processo adiantou à agência Associated Press (AP) que o veÃculo onde seguia Sanderson foi abalroado pela polÃcia e este rendeu-se.
A mesma fonte disse que Sanderson cometeu suicÃdio, mas não revelou mais detalhes sobre quando os ferimentos terão sido infligidos ou quando terá ocorrido a morte.
VÃdeos e fotos do local mostraram um automóvel branco na berma da estrada, rodeado por carros da polÃcia, e com os ‘airbags’ acionados.
A morte de Myles Sanderson acontece dois dias depois da polÃcia ter localizado o corpo do outro envolvido nos esfaqueamentos, o irmão Damien Sanderson, de 31 anos, na reserva indÃgena.
Na altura a polÃcia adiantou que Damien morreu devido a ferimentos provocados por outra pessoa e que estava a investigar se Myles Sanderson tinha matado o irmão.
Vários agentes da PolÃcia Montada tinham percorrido nos últimos dias a reserva indÃgena James Smith Cree Nation, onde ocorreram os esfaqueamentos no domingo, na tentativa de encontrar Sanderson, depois de receber informações sobre a sua possÃvel presença nessa comunidade.
A polÃcia não revelou os possÃveis motivos para os ataques, mas um lÃder indÃgena em Saskatchewan relacionou-os com a onda de violência e o consumo de drogas na comunidade.
As autoridades canadianas consideram Myles Sanderson e Damien Sanderson suspeitos dos esfaqueamentos múltiplos que mataram dez pessoas e feriram outras 18 em James Smith Cree Nation e na cidade vizinha de Weldon.
Myles Sanderson era procurado desde maio de 2022 por não cumprir as condições da sua liberdade condicional.
O suspeito foi condenado a cinco anos de prisão por agressão, roubo, conduta maliciosa e ameaças, mas, depois de ter sido solto para cumprir liberdade condicional, desapareceu.
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