
Luanda, 28 ago 2022 (Lusa) — A PolÃcia Nacional de Angola deteve dois homens envolvidos em atos de vandalismo e arruaça, na provÃncia da Lunda Sul, por estarem insatisfeitos com os resultados provisórios das eleições.
Segundo uma nota publicada na página do Facebook, os dois cidadãos, de 27 e 45 anos foram detidos no bairro Candembe, municÃpio de Saurimo, na Lunda Sul, e estão indiciados da prática de atos de arruaça e instigação a atos de vandalismo na via pública.
A polÃcia adianta que a detenção ocorreu na sequência de uma denúncia que “dava conta de dois indivÃduos que, insatisfeitos com os resultados provisórios das eleições gerais, saÃram à rua, instigando a prática de ameaças de morte à s entidades governamentais, e incitando atos de vandalismo contra bens públicos”.
Os infratores foram presentes ao Ministério Público, para os devidos procedimentos legais.
No sábado, o Movimento CÃvico Mudei apelou à libertação de seis ativistas detidos nos passados dias 25 e 26 em circunstâncias que classificou como “manifestamente ilegais” e que “estão a ser vÃtimas de abusos por parte de forças policiais”.
Os seis ativistas foram detidos na provÃncia de UÃje e cinco deles quando regressavam a casa, no dia 25.
Outros nove ativistas foram detidos na provÃncia de Malanje “por realizarem um encontro de reflexão em torno da verdade eleitoral no paÃs”, tendo sido entretanto libertados.
Entretanto, a Sociedade Civil Contestária (SCC), grupo informal que congrega vários ativistas, convoca para segunda-feira uma conferência de imprensa sobre os desenvolvimentos do processo eleitoral e a detenção de ativistas.
Numa nota hoje publicada na sua página do Facebook, a SCC pede respeito pela vontade popular expressa nas urnas.
Exige ainda à PolÃcia Nacional “que pare com as campanhas de terror e pânico generalizado com recurso a armas de fogo em zonas como Makela do Zombo e Bailundo, onde terão sido feitos disparos desnecessários para intimidar a população que simplesmente exigia verdade eleitoral e reposição da legalidade”.
“Exigimos que se pare, imediatamente, com as detenções arbitrárias, ilegais e extrajudiciais de ativistas e consequentes perseguições polÃticas em provÃncias como Malanje, UÃge, Benguela e Luanda. Os ativistas são pessoas de bem e não pretendem plantar o caos no paÃs nem semear discórdia entre os angolanos”, refere a mesma nota, que diz não reconhecer os resultados eleitorais provisórios que dão uma vitória de 51,07% ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) contra os 44,05% da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).
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RCR // VM
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