
Redação, 25 ago 2022 (Lusa) — A organização não governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) denunciou hoje que pelo menos 689 civis morreram na Ucrânia devido ao “uso generalizado” de bombas de fragmentação pela Rússia.
“O sofrimento imediato e de longo prazo que as bombas de fragmentação provocam aos civis torna a sua utilização na Ucrânia inconcebÃvel e ilegal hoje”, disse a diretora de polÃtica sobre armas da HRW, Mary Wareham, acrescentando que “todos os paÃses deveriam condenar o uso dessas armas em qualquer circunstância”.
Um novo relatório intitulado ‘Control Cluster Bombs 2022’ adiantou que pelo menos 149 pessoas foram mortas por restos de bombas de fragmentação em 2021 em comparação com os anos anteriores. Em 2020 registaram-se 360 e em 2019 foram contabilizados 317.
No entanto, o declÃnio foi ofuscado pelo número de ataques de bombas de fragmentação durante a invasão russa da Ucrânia.
Dados preliminares indicam pelo menos 689 civis morreram durante diferentes ataques com esse tipo de arma no contexto da guerra no paÃs.
O documento da HRW reflete que as forças ucranianas também usaram mÃsseis com bombas de fragmentação em pelo menos duas ocasiões. Este tipo de armamento pode ser lançado do solo por artilharia, foguetes e morteiros, ou do ar por aeronaves.
“Infelizmente, as crianças representam dois terços de todas as vÃtimas de restos de bombas de fragmentação (em todo o mundo). Essas armas nunca devem ser usadas em nenhum lugar”, disse a editora do relatório, Loren Persi.
Loren Persi lembrou que há uma “extrema necessidade” de limpeza das áreas contaminadas, bem como maior educação para compreender os riscos envolvidos nos restos das bombas de fragmentação, e maior apoio à s vÃtimas e à s suas famÃlias.
Até ao momento, 37 estados signatários da Convenção sobre Munições de Dispersão destruÃram 99% das suas armas — o que corresponde a 1,5 milhões de bombas de fragmentação — embora ainda existam pelo menos 26 paÃses e três outras áreas que continuam a ser contaminados por explosivos não detonados.
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