
Redação, 09 ago 2022 (Lusa) – Um estudo hoje publicado revela que pequenas quantidades de resÃduos de petróleo subsistiam no fundo do mar 10 anos depois da explosão e do afundamento da plataforma petrolÃfera Deepwater Horizon, no Golfo do México.
A explosão da plataforma, operada pela BP, aconteceu em 20 de abril de 2010, matando 11 funcionários. Em consequência do derrame de petróleo no mar, considerado o maior do género, estima-se que 800 mil aves terão morrido. A plataforma afundou-se dois dias depois.
De acordo com um novo estudo, hoje divulgado na publicação cientÃfica Frontiers in Marine Science, camadas de crude cobriram a vegetação costeira e algumas partÃculas depositaram-se no fundo do mar, tendo sido detetadas, ainda que em poucas quantidades, dez anos depois do acidente, em 2020.
Investigadores da Universidade de Louisiana, nos Estados Unidos, analisaram amostras de água da superfÃcie e do fundo do mar e das linhas costeiras e monitorizaram a persistência de resÃduos de petróleo e as transformações quÃmicas que ocorreram nos seus componentes (nos considerados mais tóxicos) nos meses seguintes ao derrame e até 2020.
“Quanto melhor compreendermos os produtos quÃmicos e as suas propriedades, melhor seremos capazes de mitigar derrames de petróleo e compreender e detetar danos ambientais”, justificou, citado em comunicado da editora da publicação cientÃfica, o primeiro autor do estudo, Edward Overton.
Segundo Overton, os derrames de petróleo “libertam muitos quÃmicos rapidamente”, sendo que “a maioria dos danos ocorre logo após o derrame”.
O estudo sugere que muitos dos impactos ambientais são também causados pelos componentes do ‘crude’ quimicamente alterados, que podem apresentar diferentes toxicidades e propriedades fÃsicas que influenciam os efeitos da exposição da vida selvagem a esses resÃduos.
Contudo, a investigação ressalva que tais alterações quÃmicas dependem das condições locais e do clima, o que as torna difÃceis de antecipar em futuros derrames no mar.
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