
Redação, 08 ago 2022 (Lusa) — As emissões de tÃtulos (dÃvida e ações) ultrapassaram, em junho, as amortizações em 1.783 milhões de euros, sobretudo devido à s emissões de dÃvida, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
“Em junho, as emissões de tÃtulos deduzidas das amortizações totalizaram 1,8 mil milhões de euros, dos quais 1,5 mil milhões de euros diziam respeito a tÃtulos de dÃvida e 300 milhões de euros a ações”, avançou o banco central.
De acordo com o BdP, “o setor financeiro foi o que mais contribuiu para este resultado”, com as emissões de tÃtulos a excederem as amortizações em 1.556 milhões de euros.
Por sua vez, também as administrações públicas emitiram tÃtulos que superaram 538 milhões de euros as amortizações.
Em sentido contrário, as empresas não financeiras amortizaram tÃtulos num montante superior à s emissões em 312 milhões de euros.
No final de junho, o valor total de tÃtulos emitidos por entidades residentes era de 481.900 milhões de euros, menos 3.600 milhões de euros que no mês anterior.
Para esta redução contribuÃram, de acordo com o BdP, “essencialmente as desvalorizações ocorridas em junho, que mais do que compensaram o valor positivo registado nas emissões deduzidas de amortizações”.
Nesse mês, os tÃtulos de dÃvida emitidos por administrações públicas e as ações emitidas por empresas não financeiras e pelo setor financeiro desvalorizaram-se em 3,5 mil milhões e 1,7 mil milhões de euros, respetivamente.
De acordo com o BdP, do total de 296.900 milhões de euros em tÃtulos de dÃvida vivos no final de junho, estavam previstas, para os 12 meses seguintes, amortizações de 39.600 milhões de euros, o que corresponde a 13,3% do total.
“Destacavam-se as administrações públicas, com amortizações de 8.800 milhões de euros calendarizadas para outubro de 2022, o setor financeiro, com amortizações de 3.500 milhões de euros previstas para julho de 2022, e as empresas não financeiras, com 2.800 milhões de euros de amortizações previstas também para julho de 2022”, acrescenta.
O banco central nota ainda que as amortizações previstas no caso das empresas não financeiras “correspondem, em larga medida, a papel comercial”, um instrumento de financiamento de curto prazo muito utilizado pelas empresas portuguesas e que é habitualmente objeto de renovação, isto é, de amortização acompanhada de nova emissão, igualmente de curto prazo.
“É, por isso, previsÃvel que se registe sistematicamente um valor elevado de amortizações calendarizadas para os 30 dias após o fim do mês”, refere.
A próxima atualização das estatÃsticas de emissões de tÃtulos do BdP será publicada em 08 de setembro.
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